A mídia julgou e, mais uma vez, errou. Até quando?

E agora? Não foi aquaplanagem provocada pela pista mal feita, não foi ausência de grooving, não foi a entrega antecidada da pista principal de Congonhas, não foi imprevidência na inspeção antes da tragédia, não foi, enfim, nenhum dos pré-julgamentos que se assistiu na mídia desde tragédia com o Airbs da TAM.

As primeiras informações da caixa-preta conduzem para erro humano, como, aliás, registra a maioria dos acidentes aéreos.

O que dirão, agora, os escribas pagos pelos senhores da mídia? Irão se retratar para recuperar o pouco da credibilidade que lhes resta?

Improvável… A soberba e a arrogância lhes impede tal nobreza. O script, agora, conduz para o silêncio sobre as bobagens e culpas que distribuíram sem nenhum controle. O importante, para eles, nunca foi apurar a verdade - mas fazer jus à confiança e escrever aquilo que quer quem lhes paga. Alguns nem tão regiamente como se pode supor a pressa que tiveram para mostrar serviço. Pelo contrário, a maioria é mercadoria barata.

Mas se a sociedade tivesse instrumentos para se defender e exigir correção nas informações divulgadas pelos meios de comunicação, eles pensariam duas vezes antes de acomodar os fatos às conveniências do oligopólio que controla a indústria de mídia.

Assim acontece em países desenvolvidos, onde a sociedade tem defesa contra os erros e abusos cometidos pela mídia. Mas não no Brasil. Aqui, é diferente. A mídia é controlada por cinco famílias, com interesses que se aliam, e ninguém pode estar acima deles. É, dizem e mandam seus escribas repetir, a liberdade de imprensa. Em outras partes, seria chamado de liberdade de empresa. E não estariam livres para encaminhar a verdade dos fatos como bem entendessem.

O monitoramento sobre o que a indústria de mídia produz já se consolidou em muitos países, e não se trata de lugares onde impera a ditadura - pelo contrário.

Alemanha, Azerbaijão, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, Geórgia, Grã-Bretanha, Holanda, Irlanda, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Malta. Noruega, Peru, Polônia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia, entre outros, são países que têm um Comitê de Auto-Regulamentação para inibir abusos e articulações dos grupos econômicos que comandam meios de comunicação, imprensa inclusive.

Até quando o Brasil aguentará sem um instrumento eficaz contra os abusos e erros como os que se repetiram com a cobertura da tragédia do Airbus da TAM ?

3 respostas para “ A mídia julgou e, mais uma vez, errou. Até quando? ”

  1. ganzza disse:

    Por que não?
    Estou lançando em diversos blogs uma questão que considero fundamental para o destino da luta pela democratização da informação em nosso país:
    Por que razão não surgiu, ainda, no Brasil nenhum veículo de comunicação importante (jornal diário, rádio ou TV) com ideal e funcionamento verdadeiramente democráticos?
    Vejam bem, não estou me referindo a jornal de esquerda, nanico, alternativo ou underground, sobrevivendo do altruísmo e solidariedade dos brancaleones sociais.
    Quero entender o que impede o Brasil de construir um projeto de comunicação comprometido com a democracia e os direitos sociais, com um interesse sincero na busca da verdade e uma ação honesta na defesa do bem estar do homem e na preservação da natureza.
    Será realmente utópica a tarefa de construção de um único jornal, que seja, que possa se transformar em referência de informação confiável sobre os verdadeiros problemas nacionais?
    Afinal, não é exatamente disso que “quase todo mundo” se queixa?
    Então, por que não?

  2. Jussara Seixas disse:

    ABUTRES CARAS-DE-PAU

    A passeata foi organizada, supostamente, para homenagear os mortos no acidente da TAM. Só carrões importados estacionaram nos arredores do parque do Ibirapuera. Muitos com motoristas de uniforme. Muita roupa de grife Daslu, Chanel, Versolato. Como estava fazendo muito frio, botas italianas de pelica da Arezzo e óculos escuros Bulgari, Chanel, Christian Dior. Como complemento indispensável, bolsa Vitor Hugo e relógios Rolex. Muitos personal trainers e cães de raça engrossaram a manifestação. Estava presente também Seu Jorge, cantor que deve ter sido muito bem pago, afinal ele deu esta declaração em uma entrevista no site SNC: “Do Lula espero tudo! Eu acredito em sua integridade. Não entendo de política e nem de administração do país, mas entendo de sonho! Ele (Lula) sonhou! Um metalúrgico que chegou a presidência da República. Ele não impõe o país dele, o povo é que diz.” Além das dondocas, dos personal trainers e da cachorrada, a passeata estava cheia também de funcionários da prefeitura e do estado de SP – segundo se soube, foram obrigados por seus chefes a comparecer. A passeata não era para homenagear os mortos pelo acidente do avião da TAM, mas para gritar ‘fora Lula’, ‘fora Renan’, ‘fora Marta’. Os paulistanos ricos e imprestáveis usaram o acidente da TAM de maneira vil, para fazer política. Imaginem a cena ridícula: dondocas e seus serviçais, de nariz vermelho, olhando para o céu e vaiando os aviões que passavam. Floriano Pesaro, secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do governo Kassab (DEM), estava lá, discursando em cima do caminhão que conduzia a passeata, e gritando ‘fora Lula’. Tinha gente com a bandeira do PSDB, mas tiveram que esconder a bandeira para não dar muita bandeira. Eles dizem que é tudo apartidário. São sempre os mesmos participantes, é a elite branca e indolente de SP, inconformada que Lula, ex-metalúrgico, nordestino de origem, seja o melhor presidente que o Brasil já teve. À medida que avançam as investigações das caixas pretas e as investigações dos peritos em acidente aéreos, vai-se esclarecendo os motivos do acidente: o reverso estava pinado, o manete que não estaria na posição correta, haveria vazamento de óleo em uma turbina, a velocidade a que o avião pousou seria 4 vezes superior à dos outros aviões, o avião já estaria apresentando problemas mecânico dias antes do acidente. A pista estava molhada porque chovia, mas 40 vôos pousaram com a pista molhada antes do acidente sem nenhum problema. E o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), ferrenho opositor do governo Lula, presidiu a sessão da Comissão de Infra-Estrutura que sabatinou a diretoria da Anac – aprovada com louvor por senadores da oposição ao governo Lula. Se querem homenagear os mortos, rezem por eles, peçam a Deus que os acolham, que seus espíritos fiquem em paz, iluminados. Senão, deixem os mortos em paz, parem de agir como abutres partidários políticos da oposição, usando de forma vil os mortos para atingirem objetivos escusos e mágoas guardadas desde 2002, renovadas em 2006. Estão antecipando a campanha de 2010 agindo como abutres, na maior cara-de-pau.
    Jussara Seixas

  3. goes celso disse:

    É muito triste. E vencer os dono do poder fica cada vez mais difícil. Por incrível que parece o Lula beneficiou bastante esta elite branca que agora atira pelas costa. O que eles querem mais? Lutar contra as diferenças sociais, nem pensar, né?

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