Publicitários argentinos cobram a inclusão da educação como tema central da campanha eleitoral

Ontem, todos os jornais argentinos trouxeram o comunicado abaixo, em defesa da Educação, motivado pelas eleições para governadores e presidente da República deste ano na Argentina.

Ao ser publicado antes do início da campanha eleitoral oficial, o movimento mostra um avanço considerável, quando comparado com o Brasil. Aqui, a Educação atravessa décadas de descaso, acompanhada da privatização irresponsável que iludiu a classe média com a promessa de que escolas particulares educariam melhor do que as públicas. O tema central desse manifesto também foi o eixo de um candidatos à Presidência da República do Brasil. Mas lhe faltou substância, ações concretas para mobilizar a sociedade e converter sua plataforma em votos.

A reprodução, na íntegra, aponta para o o papel que os meios de comunicação devem ter para mudar a Educação no na Argentina. Mas serve para qualquer país do mundo, particularmente para o Brasil.

“O SABER OCUPA LUGAR”

Não tem erro. O saber ocupa tempo, espaços, esforços. Ocupa grande parte da vida das crianças e suas famílias. Ocupa o planejamento e implementação de políticas. Ocupa a destinação de recursos e sua administração responsável.

A educação é um direito humano e um dos principais direitos sociais que o Estado deve garantir. Sempre deveu ocupar um lugar de interesse primordial para formar e desenvolver as capacidades intelectuais e produtivas da sociedade.

A educação é um direito único porque tem a capacidade de fomentar ao mesmo tempo a identidade cultural, a formação do cidadão, o compromisso democrático e o desenvolvimento econômico. Por isso, ocupa lugar, embora muitas vezes menos do que realmente necessita nosso país.

Todos e todas nós podemos fazer mais para criar dar criar um lugar para a educação. Ao fazê-lo, de maneira harmônica, privilegiamos os que têm menos, os menores e nosso próprio futuro.

Da vida das crianças e da sua formação são responsáveis seus pais, seus professores e o Estado. O saber deveria ocupar cada vez mais recursos, debate social, espaços de articulação e planejamento político de longo prazo. Como os aros de uma roda, nada pode avançar na educação sem o compromisso e a participação de todos.

Sim, temos escolas; sim, os professores desempenham uma tarefa valiosa em condições difíceis; sim, há preocupação e financiamento crescente; sim, há uma nova Lei da Educação.
Mas falta ainda assumir novos compromissos para se estabelecer uma verdadeira política de Estado, de longa manutenção, que esteja acima das diferenças políticas, tendo acordos sociais como base.

Por esse caminho, nós os convidamos a participar para tornar exeqüível o direito à educação, como alunos, como cidadãos, como pais, como docentes e como Estado.
Como o objetivo de conseguir uma escola para todos, que não descrimine o acesso nem a formação; com salários dignos e capacitação do docente; com o compromisso dos pais em sua participação educativa, com uma transformação dos meios de comunicação em sua co-responsabilidade educativa, com vocação pública dos funcionários que assumiram essa tarefa.

Por isso, neste ano eleitoral, estamos convencidos de que não deveria haver plataforma política sem a educação como questão central. Todos nós devemos exigir dos candidatos nacionais e estaduais propostas concretas sobre quanto pensam investir na educação, que políticas vão desenvolver e qual é seu plano de ações.

Também em um ano eleição, a educação é tarefa de todos.

Claro que isso “ocupa lugar”, mas se não ocupa agora…todos seremos responsáveis por abandonar nosso próprio futuro.

“A EDUCAÇÃO É TAREFA DE TODOS”

Centro de Implementação de Políticas para a Igualdade e o Crescimento

Conselho Publicitário Argentino

9 respostas para “ Publicitários argentinos cobram a inclusão da educação como tema central da campanha eleitoral ”

  1. DANIEL PEARL disse:

    BASTA! CPI NA MÍDIA JÁ! Não podemos aceitar um jornalismo sujo, sem vergonha, sem postura, mesquinho, que não respeita o cidadão, a ética e a verdade. Desde 2003, a imprensa chamada “golpista” vem tendo um comportamento inadequado em relação a sua postura jornalística, chegando ao ponto de alguns chamarem a situação de “Golpe Branco” contra o presidente Lula, criando situações desagradáveis. Foi assim, a enxurrada de denúncias sem fundamentos em alguns casos. Nossa imprensa não é séria, já perdeu a credibilidade e dignidade. Chegou a hora da Câmara dos Deputados criar a CPI DA MÍDIA, e já, para o bem na Nação. Daniel Pearl - blog DESABAFO PAÍS - http://desabafopais.blogspot.com. Acesse.

  2. Ricardo Soares disse:

    Alceu … quanto tempo… sei que vc está aqui fazendo um trabalho sério mas acho que o meu blog, apesar do humor e da contundência, foi uma saída legítima pra me defender de um politico mentiroso e desonesto que me deve uma grana que sei que jamais vou receber… dê uma olhada e se for o caso, divulgue , comente…bom saber noticias suas ao menos por esse blog… abs
    Ricardo Soares

  3. jair alves disse:

    KENNEDY TENTA GOLPE DE ESTADO

    Por Jair Alves - dramaturgo/SP

    Pouco depois das 18 horas de ontem, afoitamente, o correspondente da Folha em Brasília, Kennedy Alencar, publica na Folha On Line que “o governo brasileiro tinha formado um gabinete de crise para enfrentar as conseqüências do mais radical enfretamento dos controladores de vôos, com as autoridades federais”. A má fé, para dizer o mínimo, chegou a ponto de o citado jornalista nomear como membros desse ‘gabinete de emergência’ o recém empossado Secretário das Comunicações, Franklin Martins; o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo; e o chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, numa clara manifestação de tentativa ridicularizar o atual governo. A nota publicada na UOL não tinha outra finalidade senão provocar um clima de instabilidade, de terror para ser mais explícito. Senão vejamos, nenhum dos funcionários mencionados do governo tem poder de decidir absolutamente nada a respeito da questão, repentinamente criada.

    O presidente LULA viajou aos EUA (agenda fartamente divulgada, nos últimos dias) para se encontrar, em compromisso diplomático, com o presidente daquele país, como conseqüência da recente visita de Bush ao Brasil e parte da América Latina. No Brasil, como é protocolar, em seu lugar ficou o vice-presidente José de Alencar, respondendo pela Presidência. Não havia, portanto, nenhuma razão para tamanho escândalo. Toda essa parafernália fazia parte de mais um esquema para desestabilizar o governo federal. É de se perguntar objetivamente por quê justamente no dia em que o presidente LULA se ausenta do Brasil, em compromisso, como foi dito, algumas dezenas de controladores de vôos ‘resolvem’ entrar em greve de fome. Há motivo para isso?

    A publicação de “carta manifesto” nos jornais de hoje, por mais justas que sejam as reivindicações cheira oportunismo, ou o nome queiram dar a este ato extremo. A pauperização de instrumentos sob a responsabilidade do Estado Brasileiro é conhecida em diversos setores, e não somente na aviação comercial que atende diretamente uma parcela pequena da sociedade. Porém, a exemplo de outros instrumentos e mecanismos, carecem de modernização há pelo menos cinco décadas, e não somente agora. Se justa as reivindicações dos controladores - e tudo indica que sim - não se justifica essa manobra, colocando em risco não apenas os milhares de passageiros nos aeroportos, mas também a própria estabilidade conjuntural. Já é possível imaginar na tevê do Senado, na próxima terça feira, imagens dos olhos esbugalhados do senador Arthur Virgilio, gaguejando e anunciando “mais um estado caótico porque passou a Nação brasileira”. Enquanto isso, o nosso Kennedy, em Brasília, estará empenhado em mais um ato de sabotagem. Com a oposição (?) às portas de uma disputa jurídica política, envolvendo inclusive o STF. O quê efetivamente está em jogo nessa disputa? Faz parte de uma manobra, ou não? A quem interessa esse caos, assim denominado pela imprensa partidária, que se apressa em deturpar cada informação que o governo procura levar até a população?

    O representante da imprensa partidária, em Brasília, Kennedy Alencar, procurou produzir um fato, ao invés de informar a população o quê de fato estava acontecendo. Pior, não foi repórter, mas um agente dos acontecimentos, demonstrando estar em sintonia com a campanha para desestabilizar o governo federal, impedindo-o de levar avante os projetos anunciados de desenvolvimento econômico para o país. O que, convenhamos, seria uma pá de cal nas pretensões oposicionistas nos próximos anos.

    Preocupa-nos fortemente o que aconteceu no dia de ontem. Em situações anteriores de golpe que levou a democracia ao vazo sanitário foi sempre antecipada por tentativas histriônicas, como esta que presenciamos. Tudo isso pode significar um sinal de que dias turbulentos virão. Preocupa-nos sobremaneira a ausência no vídeo de membros do governo, sedentos por projeção, dentre eles o agora Ministro da Justiça - Tarso Genro.

  4. DANIEL PEARL disse:

    Entrevista exclusiva bombástica do ex-repórter da TV Globo, Rodrigo Vianna: demitido após se recusar a assinar um abaixo-assinado defendendo a cobertura eleitoral da emissora, fala com exclusividade ao Fazendo Media e ao blog “Desabafo País” confirma que, de fato, existe interferência política no Jornal Nacional. No final do ano passado, Rodrigo denunciou as distorções praticadas pela TV Globo para prejudicar a campanha de Lula e favorecer Geraldo Alckmin. Mas não aconteceu apenas durante as últimas eleições. Nesta entrevista, Rodrigo conta dois outros episódios em que foi vítima de censura e se pergunta: “Será que a Globo fez uma opção parecida com a da Igreja Católica de Ratzinger: ficar mais coesa, mas também menor e mais reacionária?” Acesse o DESABAFO PAÍS: http://desabafopais.blogspot.com .Um abraço, Daniel.

  5. maria santos disse:

    Onde está vc?!?!?

  6. Lucas Krauss disse:

    Caro, parabéns pelo blogue. Sou jornalista e sinto-me cada vez mais podado, tanto pela direção de onde trabalho quanto…por mim mesmo! Hoje, não é mais a ditadura que reina nas redações, mas sim a auto-censura! O repórter reclama a primeira vez de determinada linha editorial do veículo em que trabalha. Na segunda, engole seco, mas ainda acha ruim. Na terceira, já desiste, não reclama, e passa a alertar um colega recém chegado das atitudes que ele deve tomar, explicando sempre com a mesma frase: “aqui é assim”. Qual seria a solução? Muvuca, nêgo! Blogs! Agências de notícias independentes!
    Parabéns, boa sorte e força!

  7. Alceu Nader disse:

    Obrigado pelas boas palavras, Lucas.

  8. DANIEL PEARL disse:

    A Mídia na Berlinda: 1) No ano passado, a Editora Abril vendeu parte de seu capital a um grupo sul-africano. Matérias publicadas da revista Veja, insinuaram que empresa do filho de Lula, em parceria com a TV Bandeirantes estaria recebendo publicidade oficial indevida. Mas a Band não deixou barato. Em retaliação a Abril, veiculou, no seu telejornal noturno (terça-feira), um duro editorial em que insinuou que haveria ilegalidades na aquisição das cotas da Editora Abril pelo grupo empresarial sul-africano. 2) Por outro lado, no final de 2006, Roberto Requião não perdoou ninguém e meteu o pau na imprensa, entre elas: Folha de São Paulo, CBN, Mirian Leitão até Pedro Bial, entre outros. 3) Por que Lula é tão popular? Lula parece se converter em um enigma a ser decifrado, tanto para a direita, quanto para a esquerda. Reflitamos conjuntamente sobre por que Lula é tão popular?.Acesse o DESABAFO PAÍS: http://desabafopais.blogspot.com Um abraço, Daniel Pearl.

  9. Esteban Crustille disse:

    hola. acá nosotro estamos muy tristinhos con selección brasileña por su derota. MEXICO 2 brazil 0 ARGENTINA 4 USA 1 la verdad nosotro estamos la esperar oportunidad de provar nuestra gran superioridad en relación la medilcre y decadiente selección brasileña. usted brazucas y prensa brasileña va mucho ter que hablar , elogiar y nos idolatrar. aprendan como si joga un verdadiro fútbol. perdón la sinceridad y portuñol, más su fútbol no es más miesmo . es la verdad un fútbol medilcre y decadiente. baben brazucas , poden la babar mucho porque nuestra superioridad es sin de meter mucho miedo para usted.

    Esteban Crustille
    Cordoba

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