De volta, a Lei Ricupero às avessas
Veja distorce entrevista com ex-embaixador para reforçar sua idéia pré-concebida sobre política externa do governo Lula
Um dos instrumentos costumeiros que a grande mídia utiliza para impor sua opinião é destacar aquilo que pretende transferir ao público nas partes mais visíveis e lidas de uma reportagem, como título, subtítulo, legendas etc.
Pesquisas, de circulação restrita entre os diretores de redação e editores, confirmam: quase a totalidade dos leitores pesquisados lê o que se destaca nesses campos da página, ao passo que o percentual de leitores que lê as reportagens propriamente diminui na medida em que avança o texto da matéria.
O truque de realçar a informação conveniente ou encomendada pela diretoria, na maior parte das vezes, provoca distorce o que é a pura verdade. Além disso, exige malabarismos extras dos editores que, muitas vezes, entregam-se nas contradições evidentes que surgem depois de uma leitura mais ou menos atenta.
Poucas publicações desempenham essa prestidigitação com a mesma desenvoltura da revista Veja, quando o tema é adesão à Alca. A vítima da semana é a política externa do governo Lula, sobre a qual a empresa e a direção responsáveis pela revista têm opinião formada. Para enfatizar o que já publicou inúmeras vezes nos últimos anos – a idéia de que a política externa dos últimos quatro anos é um rosário de fracassos – a revista traz o embaixador Roberto Abdenur, aposentado na semana passada, na entrevista das páginas amarelas.
O diplomata serviu aos propósitos da revista, embora tenha sido peça importante da mesma política externa que parece condenar– era embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O primeiro truque aparece já na capa:
“’Nem na ditadura’ – embaixador denuncia doutrinação no Itamaraty”.
A violência embutida na “denúncia” desconhece a história. Durante a ditadura, diplomatas foram cassados e presos, não faltando, inclusive, a presença de pelo menos um filho de diplomata nas listas de desaparecidos políticos.
Nos campos privilegiados das páginas mencionados no início desse comentário, voltam os demais truques mencionados. O título, na falta de um argumento mais sólido para a “denúncia”, repete a mentira da capa: “Nem na ditadura”. No subtítulo, a “doutrinação” é aprofundada, segundo palavras atribuídas ao entrevistado: “O diplomata diz que a política externa do governo Lula é contaminada pelo antiamericanismo e pela orientação ideológica”.
Na legenda da foto do entrevistado, o reforço da idéia pré-concebida baseia-se em uma impressão pessoal do entrevistado: “’Há um sentimento generalizado de que hoje os diplomatas ao promovidos de acordo com sua afinidade política e ideológica, e não por competência’”.
Os truques se repetem nos dois olhos que se destacam nas perguntas e respostas.
O primeiro intertítulo diz:
“A minha maior crítica está na dimensão exagerada dada à cooperação entre os países menos desenvolvidos como eixo básico da nossa diplomacia. Isso é um substrato ideológico, vagamente anticapitalista, antiglobalização, antiamericano, totalmente superado”.
O segundo:
“Existe um elemento ideológico muito forte na política externa brasileira. Está havendo um esforço de doutrinação. Diplomatas de categoria são forçados a certas leituras quando entram ou saem de Brasília. É uma coisa vexatória”.
Não é bem isso o que o ex-embaixador enfatizou, como se verá na reprodução fiel das perguntas e respostas publicadas. Para facilitar a visualização das conclusões manipuladas da revista, os trechos que desmentem o que a revista ressalta estão em recuo.
Veja – Substantivamente, houve pontos positivos na política externa brasileira no primeiro mandato do presidente Lula?
Abdenur – Sim, sem dúvida. O Brasil engatou uma parceria com Índia, Japão e Alemanha para obter uma cadeira definitiva no Conselho de Segurança da ONU. É luta válida, que vai trazer resultados. Acho muito bom o que o governo tem feito para abrir novas frentes de comércio com países árabes, com o Sudeste Asiático, com a Ásia Central, com a África. Acho muito positiva também a forma inovadora de trabalho com o Ibas (grupo que reúne Índia, Brasil e África do Sul). É a primeira vez que três países grandes, de três continentes diferentes, se unem para buscar iniciativas conjuntas. Acho que o Brasil tem conduzido com amplo equilíbrio e proficiência as negociações da Rodada de Doha. O Brasil é um jogador decisivo, tem uma atuação de liderança no G20 muito importante. Há ainda a questão do Haiti, onde lideramos pela primeira vez uma ação de países latino-americanos em favor da paz. Enfim, houve acertos…
(Perceberam o truque do “enfim, houve acertos”? Parece até que o entrevistado reconheceu apenas um ou dois avanços da política externa. Mas tem mais:)
Veja – E os erros substantivos?
Abdenur – A minha maior crítica à atuação do Itamaraty está na dimensão exagerada dada à cooperação entre os países menos desenvolvidos como eixo básico da nossa diplomacia. Com a queda do Muro de Berlim, desapareceu completamente o paralelo que dividia o mundo em Ocidente e Oriente. O meridiano Norte-Sul não desapareceu de todo, mas se desvaneceu. O diálogo Norte-Sul é uma realidade. A esta altura da vida, com o mundo em transformação vertiginosa, não vale mais valorizar tanto a dimensão Sul-Sul. Isso é um substrato ideológico vagamente anticapitalista, antiglobalização, antiamericano, totalmente superado. A nossa relação com a China e com a Índia também apresenta equívocos. É preciso ter parceria com os dois países, mas eles não podem ser considerados nossos aliados.
(…)
Veja – Como o senhor avalia a relação do Brasil com os Estados Unidos nos três anos em que serviu como embaixador em Washington?
Abdenur –
Pode parecer paradoxal, mas a relação do Brasil com os Estados Unidos prosperou significativamente nos últimos anos. Graças a uma pessoa que manda muito no governo brasileiro, uma pessoa de extremo pragmatismo e lucidez, que é o presidente Lula. Ele não esconde seu desagrado com algumas coisas que o governo Bush tem feito, particularmente no Iraque. Mas Lula sabe que uma relação melhor com os Estados Unidos é de interesse do Brasil.
Quando fui assumir a embaixada, ele me disse: “Roberto, quero deixar como legado para o futuro bases ainda mais sólidas e mais amplas na relação entre os dois países”. Como embaixador, tive algumas dificuldades, mas nada que fosse impeditivo.
Veja – O senhor não deixou o cargo de embaixador espontaneamente, correto?
Abdenur –
Há no Brasil setores, embora minoritários, que têm aversão aos Estados Unidos, inclusive dentro do governo e do Itamaraty. Há esse ranço, mas isso não atrapalhou meu trabalho. A relação Brasil-Estados Unidos nunca esteve tão bem. Lula inclusive deve visitar o presidente Bush nos próximos meses.
Veja – Apesar dessa relação forte com os Estados Unidos, a Alca está em compasso de espera.
Abdenur – O Brasil está, na melhor das hipóteses, deixando de ganhar dinheiro. O mercado americano está se aproximando dos 2 trilhões de dólares. Seria vital para o Brasil ter vantagens preferenciais, de parceria, com os Estados Unidos. Não estou dizendo que deveríamos ter assinado a Alca de qualquer jeito, mas deveríamos ter seguido com a negociação. Os Estados Unidos têm assinado vários acordos de comércio bilaterais, e nós temos perdido competitividade no mercado americano. Nós estamos estacionados há dez anos em 1,4% do mercado americano. Há vinte anos, nossa participação era de 2,2%. Eu lamento que o único aspecto da relação Brasil-Estados Unidos em que não houve progresso tenha sido o comércio. Foram mínimos os recursos alocados para promoção comercial nos Estados Unidos pelo governo brasileiro.
Veja – Qual é a imagem do presidente Lula nos Estados Unidos? Ele ainda é um político respeitado ou sua imagem foi deteriorada pelos escândalos de corrupção?
Abdenur – É uma imagem positiva, os escândalos de corrupção não repercutiram muito por lá. Ele é o líder de uma democracia estável, um governante que tem uma biografia louvável. O governo Lula tem merecido respeito mundo afora por conciliar uma política econômica pragmática com políticas sociais efetivas e uma política externa séria. Isso começou com Fernando Henrique, mas o governo Lula avançou.
A íntegra da entrevista – que desqualifica o título que lhe foi dado, assim como a denúncia de “doutrinação” – pode ser lida, pelos assinantes, no site da revista. Aliás, com o patrocínio do BNDES, do mesmo governo federal que, segundo a revista, persegue os diplomatas com mais violência do que na ditadura.
6 de Fevereiro de 2007 @ 01:24
Alceu, bom retornar ao seu blog e verificar que ainda és o melhor observador de nossa “imprensa”. Para mim, que te acompanho desde do OI, nenhuma novidade no front. Agora, o refeferido sítio ficou muito mais pobre com sua ausência,bem, azar deles e sorte nossa (Ou de quem gosta de ler o verdadeiro jornalismo). Quanto às manipulações da VEJA, não me fazem a cabeça e a nossa sorte é que ela é um veiculo restrito, seu alcance não corresponde a massa trabalhadora e de manobra existente, infelizmente, em nosso país.
6 de Fevereiro de 2007 @ 18:00
Parece que a esquizofrenia tomou conta de muitos. A Veja tem muitas, mas muitas falhas. Porém, procurar chifre em cabeça de cavalo numa entrevista superquilibrada é demais. Me poupe. Seria melhor escrever direto no blog do Zé Driceu G2. Se não sabe o que é G2 pergunte ao dono do blog. Quem sabe ee te arranja uma boquinha no independente e democrático Grama ou no Juventude Rebelde, os únicos jornais existentes em Cuba.
Paulo
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Poupe-me vc, Paulo de Tarso Venceslau. Você pode evitar essa irritação: basta não voltar a esse blog. Simples: evite o stress e fique com os colunistas da revista. Eles são superequilibrados.
6 de Fevereiro de 2007 @ 21:11
Bravo, Nader! Teu blog está bem melhor que o Observatório, que, aliás, só anda observando quem critica a imprensa.
A tua resposta ao Paulo de Tarso Venceslau também foi precisa!
Inté
7 de Fevereiro de 2007 @ 08:09
Em que pese o “jornalismo” feito pelas grandes empresas tentar se autoproteger sob o manto da “liberdade de imprensa”, penso que podemos, sim, com pequenas atitudes nos contrapor a essa postura dos empresários da mídia. Assim, sugiro que passemos a nos reportar a esse grupo como “imprensa das grandes empresas” e não “grande imprensa” ou “grande mídia”, o que denota (estes últimos) um grande trabalho feito, o que evidentemente não corresponde aos fatos.
7 de Fevereiro de 2007 @ 10:09
caro sr nader
na minha opinião, a revista “veja” não passa de panfleto fascista.
e vejo, sem trocadilho, com muita desconfiança os seus anunciantes por investirem numa revista que mente.
trata-se da mesma lógica do viciado que compra droga e sustenta o traficante: quem anuncia nessa revista ocuparia, similarmente, a posição daquele que sustenta um certo tipo de banditismo que pulula na mídia.
e o descrédito do jornal ou revista onde se anuncia, acaba por impregnar o produto do anunciante.
mauro silva
7 de Fevereiro de 2007 @ 10:14
caro senhor
é minha opinião: sustento-a
se fui chamado de esquisofrênico por um fascistóide, como exigir de mim mais “moderação”?
mauro silva
7 de Fevereiro de 2007 @ 10:22
O panfleto VEJA (mas não enxergue) não faz mais que publicar o que o seu leitor - aquele que compra/assina a revista, quer ver. PAU NO LULA!
No mais, nada a acrescer no fato de que a revista virou um verdadeiro lixo, uma grandiosa porcaria que reflete o porcaria maior ainda que é a nossa imprensa, salvo raras excessões.
7 de Fevereiro de 2007 @ 10:27
Precisa a resposta ao Paulo de Tarso. É o tipo do recalcado freqüentador de blogs mas progressistas onde pode, e ele sabe, destilar sua raiva, porque em blogs deste pessoalzinho de direita isto não existe, eles não permitem críticas.
7 de Fevereiro de 2007 @ 13:02
É risível o caráter “verdadeiro” (e abram-se um milhão de aspas) com que o autor escreve em seu blog… infelizmente, os ditos “intelectuais” (mais um milhão de aspas) brasileiros, contrariando a essência da palavra, não são seres pensantes, quiçá tem algum tipo de visão. Irônico como, ao atacar a parcialidade de certas publicações, tanto autor quanto seus seguidores (afinal, a palavra leitor aqui é deveras inadequada) mostra-se muito mais parcial. Como o amigo acima disse, mais adequado seria postar seus textos (dignos de um colunista pedante, nada mais) direto no blog do José Dirceu;lamentavelmente, há diversos adolescentes, deslumbrados com a leitura de “A Revolução dos Bichos”, que usam uma camisa vermelha com uma estrela, achando-se a nata da intelectualidade; como já dito é muito fácil “fazer revolução de tênis Rebook no pé e calça Levis”, ou calcar-se em argumentos fracos e meramente ideológicos; prova disso é a grande quantia de acusações contra tudo que meramente remeta à direita, chamando-na de fascista, nazista, ultra-nacionalista. Pobres crianças… mal sabem que neste país tropical, ser de direita não é sinônimo de EXTREMA direita, fascismo, tanto quanto a esquerda (incluindo-se aí o próprio Partido dos Trapaceiros) não é sinônimo de Karl Marx (uma grande vantagem, diga-se). No mais, percebemos o fanatismo típico dos pseudo-intelectuais, como quando o “renomado” autor desse blog responde estupidamente (aliás, não me parece ter recursos para mais do que isso) ao leitor Paulo de Tarso; pois bem, do pedido do autor, creio que valerá também para mim, e desde já espero ficar bem longe deste blog - assim como da Carta Capital, dos “intelectuais” e da cegueira. Vou-me embora pra Passárgada.
Vá e seja feliz, Diogo.
8 de Fevereiro de 2007 @ 01:00
Esse Diogo Mainardi (Ou será um mero aprendiz?) é hilário, chama de Trapaceiro o PT, desdenha das ideologias,no entanto é um típico seguido dos Kassab’s da vida! Sua verborragia émuito boa, sabe escrever o dito cujo. Muito embora não tenha conteúdo, isso ele sabe fazer! Mas essa é a história do conservadorismo brasileiro, passando por Carlos Lacerda, David Nasser e hoje pelos blogueiros/jornalistas/pajés/profetas Reinaldo Azevedo, Clovis Rossi e outros(as). Parabém senhor, como disse o Alceu, vá viver no país que os antecessores de Lula deixou, cheio de riquezas, sem violência, com a educação de primeira e igualitária, ondeimperava o respeito e não havia corrupção no(s) poder(es) público(s), volte para a Ilha da Fantasia!
8 de Fevereiro de 2007 @ 13:27
Realmente, não passo de “mero seguidor”; além disso, parece-me impróprio qualificar-me “senhor” em vista de meus escassos e mal vividos vinte e um anos; ademais, não me recordo a menção à qualquer tipo de “país perfeito”, ao qual o sr. Haroldo M. Campos (o qual agradeço o elogio estilístico) pede para que eu volte. Realmente, a hipocrisia de achar que em outros governos a limpeza imperava parece-me demasiada demagógica, porém, nesses já citados vinte e um anos, também não consigo me recordar de tamanha sujeira, com direito inclusive à tentativa de amordaçamento da mídia (exceto a lulista, claro), e alianças com antigos desafetos/inimigos mortais (quem esperava isso do PT, oh!).
De qualquer maneira, ainda me apetece mais a agressividade de um Diogo Mainardi do que a passividade de um Marcelo Taz. Sem mais,
“Um seguidor sem conteúdo”
8 de Fevereiro de 2007 @ 19:37
Boa Diego ! Os alinhados à esquerda adoram criticar os de direita sem ao menos saber o que é facismo ou nazismo. Criticam a imprensa de ser parcial, quando na verdade eles só falam dos assuntos que lhe interessam. Eu não vi no blog do José Dirceu nenhuma menção do desempenho dos alunos no Enem ? Cadê a imparcialidade esquerdista ?
Estamos fritos agora a moda é Marx, Gramsci e suas cópias mal feitas como Marilena Chauí, Emir Sáder.
9 de Fevereiro de 2007 @ 02:45
“porém, nesses já citados vinte e um anos, também não consigo me recordar de tamanha sujeira,”. Aí, menino, (perdão por usar esse recurso, ctrl+c e crtl+v e até pelo “menino”, porém não é pejorativo, te juro!) mas você já explicou tudo nesta frase. De onde vocêtira tamanha conclusão? Consultando a biblioteca da VEJA,OESP, FOLHA, O GLOBO? Como pode alguém com tão pouca idade
9 de Fevereiro de 2007 @ 02:59
“porém, nesses já citados vinte e um anos, também não consigo me recordar de tamanha sujeira,”. Aí, menino, (perdão por usar esse recurso, ctrl+c e crtl+v e até pelo “menino”, porém não é pejorativo, te juro!) mas você já explicou tudo nesta frase. De onde vocêtira tamanha conclusão? Consultando a biblioteca da VEJA,OESP, FOLHA, O GLOBO? Como pode alguém com tão pouca idade ter visto tanta coisa?
Srta. Ana, tenho mais que o dobro da idadedo Diogo, sempre estudei em escola pública, tenho certeza que se existisse ENEM naquela época o noticiário seria diferente. Agora a degradação da qual foi imposta pelos gananciosos à educação pública no últimos 30 anos (Eu vivi isso!) talvez você nem realize! Os recursos destinados à educação foi se esvaindo e culminou no período FHC com transferências absurdas destes para o setor privado.
Voltando ao Diogo, quem tentou amordaçar a imprensa? Tudo o que a imprensa quis publicar foi publicado. O que sepedia era honestidade, ética e compromisso com a notícia, o que não foi comprido, em grande parte, pelas empresas jornalísticas.
E antes que seja “acusado” de comuna, sou plenamente a favor da desestatização da economia, mas não ao papel do Estado de indutor e controlador/fiscalizador dessa “privatização”. Leia Adam Smith, o fundador do liberalismo, ele explica melhor do que eu.
9 de Fevereiro de 2007 @ 03:01
Perdão: cumprido.
9 de Fevereiro de 2007 @ 07:12
Hmmm peraí, mas não vivemos hj em dia o “nunca neste país” ? Então a educação deveria ter dado um salto de qualidade “nunca visto neste país” , certo ? Pq então os blogs de esquerda não tratam deste assunto ou de outros menos favoráveis ao governo ? Pq qdo a imprensa critica o governo ( do PT ) ela é reacionária , facista etc…e qdo elogia ela é justa e imparcial ? Nos tempos FHC eu não via tal coisa ( aliás eu tenho 10 anos a mais que o Diogo aí em cima ).
9 de Fevereiro de 2007 @ 14:12
O governo Lula cometeu, comete e cometerá erros,não cabe a defesa desses, o que cabe é sim acomparação sobre o momento atualcom os anteriores. O chinês sempre fala que para uma grande caminhada, temos que dá o primeiro passo, senão jamais sairemos de onde nos encontramos e este, Srta. Ana, é o ponto crucial! Nos últimos quatro anos foi dado o primeiro, segundo e terceiro passo, a democracia está florescendo, a imprensa diz o que quer,opina da forma que deseja. Crítica é a forma de se analisar um fato concreto, agora o que se vê são opiniões pessoais de gente ligada às velhas oligarquias, os oligopólios,às multinacionais (estrangeiras e nacionais), que a toda hora vomitam a velha cantilhena dos “vermelhos comedores de criancinhas”. Digo que mundo jamais em sua história esperimentou o socialismo e capitalismo, pois a segundo não vive se o primenro não existir! O fato é que os que vivem e selocupletam do segundo, não querem que o primeiro vingue, pois significa perda de status quo adquirido durante séculos de despotismo cultural e financeiro.
Nelson Rodrigues, um conservador de boa cepa, mas um espetacular observador dos homens sentenciou:”Jovens, por favor, envelheçam”.
Um beijo em seu coração, Srta. Ana.