CAI A MÁSCARA
Despedida de repórter da Globo confirma intervenção na cobertura das eleições

Intervenção no trabalho dos jornalistas desceu à troca de palavras em textos prontos e entrevistados escolhidos a dedo

Entrevista com José Serra teve perguntas selecionadas com o propósito de levantar a bola do candidato; para os demais, dureza nas perguntas

Mais uma prova de comprometimento da grande mídia chega à minha caixa postal: uma cópia da carta de despedida do repórter Rodrigo Vianna, divulgada no sistema de correio interno da Rede Globo. O texto é longo e triste, mas também esperançoso. Nem todos se submetem aos futres que se crêem jornalistas e que, por seu servilismo, hoje substituem o falecido Evandro Carlos de Andrade no comando do jornalismo das Organizações Globo.

À carta:

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“LEALDADE”

“O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu”, diz ele, referindo-se aos desmandos dos novos chefes. “Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: ‘o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto’”.

“Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior”.
“Na reta final do primeiro turno, os ‘aloprados do PT’ aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui. Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: ‘por que não vamos repercutir a matéria da Istoé, mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?

“Por que isso, por que aquilo… Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?”

“Quando, no JN (Jornal Nacional), chamavam Gedimar e Valdebran de “petistas” e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do ‘governo anterior’, acharam que ninguém ia achar estranho?”

“Faltando seis dias para o primeiro turno, o ‘petista’ Humberto Costa foi indiciado pela Polícia Federal. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão (NR:Platão Fischer Pühler, ex-diretor do Departamento de Programas Estratégicos do Ministério da Saúde no governo FHC,homem de confiança de José Serra, acusado por corrupção com hemoderivados), pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!”

(…)
“Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos. Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada…).”
“O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!”

“Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!”
“Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do ‘dossiê’. Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?”

“E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas ‘desagradáveis’. A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.”
(…)
“E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.”
“Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!”

“Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite? Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN? O JN levou um furo, foi isso?”

“Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele… Mas, a Globo não pôs no ar… O portal G-1 botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a CartaCapitalter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era. Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo? Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente”.

“E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da CartaCapital. Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!”

“Muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição…
“De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de “pretos e pardos”. Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha…”

(…)
“Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.”
“Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao Jornal da Globo, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.”
”Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.”
“Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo: ‘(…)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança’.”
“Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas… Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.”
“E vejam o vocabulário: ‘lealdade e confiança’. Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da ‘lealdade’.”
“Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.”
“Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi ‘leal’ com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!”

“João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:
‘Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando’.”
“Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!”
“Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na ‘geladeira’. Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.”

“Boa parte dos seus ‘colaboradores’ (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas – ‘colaboradores’, essa é boa… Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.”

“Mas, isso tudo tem pouca importância”.
“Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?”

(…)
“Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas…”
“1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem ‘lealdade’; parecem ‘poderosos chefões’ falando com seus seguidores… Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.”
“2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.”

(…)
“Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.”
“Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.”
“Um beijo a todos.”

Rodrigo Vianna.

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O “chefe” a que Rodrigo Vianna se refere é Ali Kamel, o “ético”.

25 respostas para “ CAI A MÁSCARA
Despedida de repórter da Globo confirma intervenção na cobertura das eleições ”

  1. Maria de Lima disse:

    Rodrigo Vianna

    Parabéns pela sua coragem! O povo não é idiota como a Globo pensa que é. Vc se tornará uma pessoa muito melhor do que já é estando fora desse ambiebte mentiroso e falsário. Sua vida profissional e pessoal vai melhorar e vc vai ser muito mais respeitado pelo povo brasileiro!!!BASTA para as organizações GLOBO!!!!!!

  2. marcelo disse:

    É vergonhoso a gente ler esse tipo de coisa após as eleições,apesar de saber com certeza de que essas coisas havia na rede globo dificil é ficar sem entender que naum tem como ninguem fazer nada naum sair nem uma reportagem a respeito em outra emissora ,nem mesmo em uma rede record;Que se diz tão oposição a rede globo, é com muita tristeza que dfeixo meu abraço a todos e até uma proxima oportunidade.

  3. Rafael Faria disse:

    Uau, só espero que esse rapaz vá p/ o SBT ou para a Band, pois é de um jornalista assim que a sociedade precisa…!!!

  4. Josue Mecenas disse:

    Caro Rodrigo Vianna. Para nós, pobres mortais, sempre fica a impressão de que todos os ‘colaboradores’ pensam de acordo com os chefes. Agradeço muito por nos mostrar o contrário. Parabéns pela sua coragem e sua franqueza. Tenho a convicção de que a atual conjuntura tende a consolidar a nossa incipiente democracia e possibilitará que profissionais sérios, como você, renunciem ao pensamento único e possam expor as mazelas de nossa mídia sem sofrer represálias.

  5. Gilson Raslan disse:

    A cada dia que passa, a farsa global vai sendo revelada.

    E esses PROXENETAS DA MESSALINA PLATINADA ainda falam em liberdade de expressão, quando, na verdade, o que eles praticam é a liberdade de mentir, difamar, distorcer a verdade, proteger apaniguados, destruir reputação de pessoas honestas, construir ídolos de pés de barro…

  6. eudes disse:

    IMAGINE O RESTO DOS JORNALISTAS DA MENTIROSA GLOBO A MIRIAM CARA DE PICOLÉ A PUXA SACO FATIMA E SEU BONNER.

  7. idel disse:

    Parabéns Rodrigo
    Vc comprova agora o que o povo brasileiro já havia percebido bem antes. A globo, além de PSDBista de carteirinha, não consegue sequer fazer jornalismo sério. Mas, como a VEJA que anda louca por assinantes, a globo receberá mais trocos ainda. No Bom-dia Brasil do dia seguinte da vitória de LULA, Alexandre Garcia deu a notícia com a voz embargada, com ódio porque o povo deixou de ser besta e de dizem amém a tudo o que a Globo manda. Deu o troco.
    Fátima Bernardes saltitava da cadeira para dar notícias querendo incriminar LUla. Miriam Leitão vasculha todo tipo de comparação para dizer que o governo não presta. Mas o POVO foi superior aos jornalistas da globo - pau mandado dos seus chefes - e conseguiu ver além da imensa cortina de que a globo quer pendurar nos olhos dos brasileiros. A globo não se deu conta ainda que está falando no vazio e que depõe contra ela mesma essa paixão alucinada pelo PSDB. Estar no palanque e ser cabo eleitoral da direita parece não constar no código de ética do jornalismo.

    Eles ainda continuam com a mesma pompa, tentando enganar o povo

  8. Rdilberto Pires disse:

    Sempre desacreditei na globo. Dizem, os políticos são desonestos, e agora, mais DESONESTOS A MAIOR E A MAIS CORRUPTA DA MÍDIA, CHAMa-se DE globo, mais um tipo de DROGA, QUIÇÁ, A PIOR DE TODAS, não mata mais aleija a inteligência, atrofia a capacidade dicernimento, com graves efeitos colaterais na capacidade de raciocinar. “NÃO FAÇA USO DE DROGAS” NEM: “veja” “globo” também. é o mal de mídia só MALDADES E FALSIDADES etc. etc. NÃO PODEM PERMANECER. A cima da razão e das BOS VIRTUDE DE VIANA E OUTROS POUCOS MAIS EXISTEM.

  9. José Alves Cheffe disse:

    Caro Rodrigo Viana
    Sempre te admirei e respeitei como repórter, mas fica uma pergunta no ar: Se vc não fosse demitido vc ficaria mais 12 anos trabalhando lá na Globo. Porque não se desligou da Globo logo que descobriu as falcatruas e denunciou tudo. Teria sido mais útil para todos nós.
    Espero vê-lo logo em uma outra grande emissora. Boa sorte.
    José Cheffe

  10. celso góes disse:

    Caro Rodrigo Vianna, tudo que você disse a gente já sabia. Trabalhamos nesses veículos de comunicação que usam a mesma linguagem: colaboradores, lealdade, vestir a camisa da empresa e quetais. Estamos cansados de presenciar e sentir isso na pele no dia-a-dia. E a Globo serve de exemplo pra suas irmãs. Todas, sem exceção, imitam ou tentam imitá-la. Algumas chegam a copiar descaradamente as Organizações Globo. Mas não é preciso dizer que sem um terço da estrutura que ela tem Sempre digo aos colegas que podemos criticá-la pelo conteúdo, não pela forma. Mas tem limite, né? Achar que ninguém vê nada, é demais. Tudo que você precisa saber, você não sabe na Globo. E ainda ter de aguentar o senhor Ali Kamel discorrer páginas e páginas no Globo sobre a questão do racismo. Para ele, isso não existe no Brasil. Por isso, para ele, não tem nada de mais chamar de pretos e pardo nossa população que é de “origem árabe e germânica”, né?
    Precisamos descobrir quem são os anjos da guarda de Serra. Como esse bandido consegue sair ileso de toda corrupção. Só com São Globo, São Estadão e São Frias…

  11. Edmar Melo disse:

    Prezado Rodrigo,

    A Globo realmente não é flor que se cheire. Entretanto, fico na dúvida entre parabenizá-lo ou perdoá-lo por essas denúncias extemporâneas. É que elas denotam uma certa vindita em decorrência da sua sumária demissão.
    Agora, tudo isso dito à época do episódio ou fora do contexto da demissão,seria muito mais elegante e bonito.

    Abs.

    Edmar Melo

  12. Luciano disse:

    Eu sempre disse para eleitores iludidos pelo grande “Laboratórios de Manipulação de Opinião Pública”(Globo) que não tem e nunca teve compromisso com a sociedade. Tá na hora do Conselho Nacional de Jornalismo enquadrar estes chefões criminosos da Globo.

  13. helio disse:

    Estamos necessitando de uma reforma total no modo de se fazer reportagem.O que vemos hoje nos telejornais e jornais, são notícias sem o menor interesse social.Os jornais paulistas cansaram de ignorar fatos contra seus candidatos na eleição deste ano. A cultura das redações é sempre de manipular a notícia para beneficiar seus “colaboradores”. Alguns dias atrás no JN a reportagem mais predominantes eram sobre o caos na aviação e o fechamento dos gastos da campanha do PT; malharam até que foram obrigado a abandonar suas insinuações pelo fato de o PSDB também estar com as contas supostamente irregulares e se não me engano deram a notícia que um montante do valor doado ilegalmente ao PT, era na verdade uma NF de doação ao PSDB, foi tão deplorável que a globo nunca mais tocou nesse assunto. è por essa e tantas outras que vai um aviso de leitor, acho que a imparcialidade de alguns dentro da mídia tende a diminuir ou mesmo acabar (seria o maior passo para ampla democracia), porque senão a própria sucumbe…

  14. edvaldo disse:

    Caro Rodrigo

    Admiração é pouco para dizer tudo que sinto lendo sua carta voce prova sua integridade moral ,que deveria nortear todos jornalistas e, principalmente a chefia de redação.Não é de hoje que a dita emissora tenta manipular resultados e,as vezes até consegue ,porém como desta vez o povo foi mais esprto ,para não deixar se levar por pessoas sem escrúpulos que,adquirem poder usando arma poderosa da televisão ,para tentar com isso passar a opínião pública ,suas vontades e interesses políticos.

  15. Og Ronaldo Argento disse:

    José Cheffe pergunta por que o repórter “não se desligou da Globo logo que descobriu as falcatruas”? Não é exigir demais do Rodrigo Vianna, numa sempre complicada situação de decidir mudanças importantes na nossa vida? Ademais, tenha-se em conta que:
    - originalmente, a carta não era um “botar a boca no trombone”, mas uma despedida interna (todos os órgãos que a divulgaram deixam isto claro);
    - o repórter não tem uma visão de que foram “12 anos de sofrimento”, mas desgostou-se, sim, com a cobertura da Globo do episódio dossiê - set./ out./ 2006, portanto (esta informação está na carta dele);
    - ele e outros colegas tentaram, internamente, questionar e alterar os rumos da cobertura da Globo junto aos seus chefes e foi, em seguida, posto “na geladeira” (também está na carta);
    - caso se demitisse antes do final do seu contrato, em janeiro/ 2007, haveria uma multa de R$800 mil (info. do blog do Paulo H. Amorim).

  16. Armando disse:

    Na verdade a imprensa dos barões fazem direitinho o que interessa aos plutocratas, principalmente, de S. Paulo. Mas, o povo está deixando de ser bobo, ou se quiserem, massa de manobra.

  17. miguel samuel disse:

    fico com vergomha da profissão que defendi por toda a minha vida

  18. leonardo boot disse:

    Prezado Sr. Rodrigo Vianna,
    pode ter crtz q em momento algum eu descordei 1 virgula de vc. Acho que so faltou vc falar sobre o episodio do aviao da queda do aviao da GOL, que os chefes de redação devem ter ficado PUTOS por terem sido obrigados a “dar a noticia” no finalzinho do 1o turno.
    No mais, perfeito. Infelizmente a parcela da população brasileira que tem esse dicernimento é minima. Queria eu ter dinheiro para reproduzir seu desabafo e ir distribuir em terminais de Onibus, Centro da Cidade e d+ locais de aglomeração de “pessoas do povo”. Sinto-me feliz por ter lido isso tudo!
    Muito obrigado.
    A democracia agradece.
    att. Leonardo. =]

  19. Gilson Raslan disse:

    A melhor explicação pelo ato do Rodrigo Vianna foi dada pelo Og Ronaldo Argento aí em cima. Portanto, não há falar em vingança do jornalista RV contra a TV Globo, por não ter sido prorrogado o seu contrato com a emissora.

    Dos proxenetas do lupanar midiático marron, o único que censurou o
    Rodrigo Vianna foi o esbirro da (não)Veja, Reinaldo Azevedo.

    Todavia, entendo que uma censura oriunda de um arremedo de gente tão desprezível, como é o RA, até qualifica sua vítima.

    Esse Reinaldo Azevedo, gerado dos dejetos dos morcegos de escuras cavernas - pois um verme dessa espécie não pode ter sido gerado no útero de uma mulher - não rerece o respeito do mais ignóbil facínora.

    Parabéns, Reinaldo Azevedo, o povo brasileiro, que não é dominado pelo buçal da mídia marron, está com você e não abre.

  20. ANÃO disse:

    TUDO ISSO É UMA VERGONHA

  21. ANÃO disse:

    NA VERDADE TODOS SABEM QUE A GLOBO É E SEMPRE FOI MANIPULADORA DA MIDIA , MAS TODOS SE OMITEM

  22. José Rodrigues Xavier disse:

    É muita baixaria mesmo. Falta pessoas de decisão neste País.
    O saudoso Leonel de Moura BRIZOLA tinha razão contra os paradigmas globais.

    Não pode passar em branco.

  23. Renato de la Rocha disse:

    vou deixar aqui apenas uma sugestão: façam como eu fiz há muito tempo - deixei de comprar jornais, “revistas semanais” e “deletei” o canal da Globo na minha TV. Com o uso da Internet sinto-me livre do besteirol da nossa grande mídia sectária, alienada e arrogante. E tem mais, nunca mais me estressei com as “notícias forjadas” e “encomendadas” pela nossa “elite branca”.

  24. Fábio disse:

    Torço muito, mas muito mesmo, para que a entrada da TV digital no Brasil amplie a quantidade de canais e programas para que se acabe de uma vez por todas com esse monopólio de opinião exercido pela rede Globo. Particularmente não assisto a esse canal há mais ou menos 10 anos pois felizmente posso ter um canal a cabo que, desgraçadamente, não passou de 8 % de assistência no país devido à mesma rede Globo.

  25. manoel pastore junio disse:

    Sr. Rodrigo Viana parabens, pela sua dignidade, e coragem que não entrou para a eternidade da injuria do lodo da malta ruim, que é, o jornalismo da rede bobo.
    Caro, jornalista R. Viana, eu aconselho que vc tome bastante banho de cachoeira, e ande bastante com os pés no chão, para descarregar, as cargas ruins que vc pegou nos 12 anos, que vc ficou perto do alexandre axficia, mirian cara de leitão e outros encostos da casa.

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