PÁ DE CAL
Um poema para Augusto Pinochet Ugarte
A morte de um ditador, para a minha geração, de cinquenta e tantos, tem o valor acrescido da experiência vivida com vítimas de várias ditaduras latino-americanas, inclusive a brasileira.
Por isso, não poderia deixar de passar adiante um poema anônimo recebido de um antigo amigo, também jornalista, José Eduardo Mendonça.
Trata-se de um xingamento à medida para o ditador, hoje uma alma penada. E redime, muito pouco, a perda de Neftali Ricardo Reyes, o nome verdadeiro de Pablo Neruda, o poeta nóbel dos chilenos, que morreu um mês depois do golpe de 11 de setembro de 1973.
Às palavras:
A usted señor me dirijo
Que ha nacido en este suelo,
A usted legítimo hijo de perra y perro chileno.
A usted que tiene el orgullo de ser el gran carcelero,
De ser el gran traidor y embustero.
A usted que tiene las manos manchadas con sangre humana,
A usted que tiene su vida y su alma condenada.
A usted que cuida el tesoro de sus amos industriales,
A usted que es especialista en torturas infernales,
A usted que con tanta muerte quiere llenarse de gloria,
A usted que quiere atajar el caminar de la historia,
A usted que será después de nuestra final victoria
Un desgraciado recuerdo de putrefacción y escoria
A usted que estará consciente de su derrota cercana
Que sabe que si no es hoy, bien pudiera ser mañana

23 de Dezembro de 2006 @ 15:48
Infelizmente, nossa mídia deu crédito a um dos maiores carniceiros do Planeta. Um verdadeiro assassino, sanguinário.