Oportunidade para moralizar a imprensa pode morrer no Senado
Manifeste sua opinião sobre a mudança da Lei de Imprensa que exige que alvos de denúncias sejam ouvidos antes da publicação
O leitor M. Iack chama a atenção para a convocação de um dos paus-mandados da revista Veja para inundar a caixa postal dos senadores contra o projeto de lei que combate a delinqüência editorial.
O projeto apresenta como justificativa a necessidade de “disciplinar a divulgação de informações lesivas à dignidade da pessoa humana”, e insere duas exigências na Lei de Imprensa:
“I - proceder à criteriosa investigação de sua veracidade, bem como da autenticidade dos documentos que porventura lhes sirvam de base;
II - levá-la ao conhecimento daqueles a quem ela se refira, dando oportunidade de manifestação, em tempo hábil antes de sua veiculação.”
O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), dono de emissoras de rádio na Paraíba, pediu vistas ao processo e apresentou parecer contrário. A matéria precisa ser votada pela Comissão de Educação do Senado para ir à votação do plenário.
Íntegra do projeto em tramitação no Senado
e-mail do senador Antônio Carlos Valadares
e-mail da Secretaria-Geral da Mesa do Senado
Para defender o projeto, escreva no campo assunto do e-mail: “A favor da votação em plenário da PLS 00257/2005″
No campo reservado à mensagem, escreva seu nome, número de RG e órgão expedidor.
O LEITOR ELEITOR EXIGE ALTERAÇÃO NA LEI DE IMPRENSA
Os donos dos grandes veículos da mídia e algumas associações de jornalistas estão chiando com uma proposta, do senador Marcelo Crivella, que prevê alterações na Lei da Imprensa. Alterações que parecem necessárias quando nos lembramos de tudo que fomos constrangidos a ler e assistir nos últimos dois anos, na grande mídia impressa, televisada e falada. A tal proposta de mudança da lei exige “criteriosa investigação” das informações publicadas e também da veracidade dos documentos que sirvam de base para a matéria jornalística. Além disso, o projeto prevê aumento, em um terço, da punição aos profissionais que forem julgados culpados de não terem obedecido a essas novas determinações.
As entidades e jornalistas contrariados argumentam que esse texto fere a liberdade de imprensa. Qual liberdade? A de mentir, publicar fatos inverídicos, condenar pessoas por ilícitos não comprovados? A liberdade do achismo? A liberdade da manipulação dos fatos para prejudicar pessoas ou partidos políticos cujas convicções e propostas contrariem os donos da mídia?
O leitor eleitor merece ser respeitado. O leitor eleitor não quer ser enganado e manipulado pela mídia. O jornalista não é dono da verdade, não pode recriar os fatos nem está acima das leis. O jornalista precisa se convencer de que o leitor eleitor sabe formar a própria opinião, tem discernimento para entender os fatos e julgar as notícias. O leitor eleitor sabe avaliar o objetivo que se esconde por trás da matéria jornalística, sabe a quem ela pretende atingir, ou quem procura proteger. O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia, Marcos Antônio Grutzmacher, declarou que “quem tem que provar alguma coisa sobre algum fato noticiado é a polícia e as demais autoridades responsáveis”. Está correto, a policia tem que investigar, se for o caso, e a justiça tem que julgar e dar o veredito. A imprensa tem que noticiar os acontecimentos. Só que não foi assim que ocorreu recentemente. A mídia investigou só o que quis e quem quis, como convinha aos seus interesses, julgou, condenou e difamou pessoas contrariando a verdade dos fatos. Incriminar pessoas sem provas, por divergências ideológicas ou para obter vantagens financeiras é crime e deve ser punido com base nas leis vigentes. E a lei de imprensa, como está, não previne o crime nem pune com o necessário rigor.
A mídia tem o dever de ser imparcial, não pode fingir imparcialidade ante o leitor eleitor quando, na verdade, fez uma opção político-partidária, e procura enganar com a intenção de eleger o candidato que lhe interessa, aquele que irá atender a seus anseios e suas necessidades. A mídia não pode ter o poder de destruir pessoas e reputações ao sabor de suas conveniências. A mídia deixou de ser respeitada pelo leitor eleitor e perdeu credibilidade justamente por cometer esses erros. Erros que destruíram a moral e a honra de pessoas honestas e íntegras, destruíram seus empregos e suas carreiras, destruíram suas famílias e seus amigos. Quando se prova, tempos depois, que as acusações eram infundadas e caluniosas, as pessoas, vitimadas não recuperam o tempo perdido, a vida desfeita, o prejuízo moral e financeiro. A criteriosa investigação das informações a serem publicadas não fere de forma alguma a liberdade da imprensa. Ao contrário, essa atitude pode devolver aos jornalista a credibilidade que perderam. Será uma oportunidade de ouro para os barões dos meios de comunicação reconquistarem o respeito dos leitores eleitores, que renegaram nas urnas seus candidatos e, igualmente, as mentiras e calúnias que a mídia divulgou para tentar elegê-los.
Jussara Seixas
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Prezada Jussara,
Obrigado pelo alto nível da participação.
Alceu Nader
Jussara, concordo com tudo que argumentou, só me fica uma pulga atrás da orelha: de quem parte o projeto.
Volto a insistir, considerando a história de políticos proselitistas o que os movem a encampar este projeto?
Senhores,
Sou radicado em Sergipe, conheço o Senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e votei nele em sua última eleição (2002). Confesso que desconheço que o senador seja proprietário de emissoras de rádio na Paraíba. Isso nunca foi divulgado aqui em Sergipe. Considerando que somos um Estado pequeno, se isso fosse verdade, todos saberíamos.
Gostaria que os senhores apurassem a veracidade dessa informação.
Saudações.
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Prezado Norberto,
A informação que tenho, gerada a partir de estudo do Epcom, Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação, de Porto Alegre, que depois foi rebatida pela grande imprensa e em alguns sites, como o Repórter Social, Portal da Imprensa e o Congresso em Foco é que o senador é acionista da Empresa Sergipana de Radiodifusão (FM), por meio de José Matos Valadares. O senador também é incluído em todas as listas que destaca a “bancada da comunicação”.
Todas as listas trazem um asterisco para observar que não se sabe o grau de parentesco entre o senador e José Matos Valadares.
Espero que tenha ajudado a esclarecer suas dúvidas.
Obrigado,
Alceu Nader
O texto da Jussara é perfeito.
Pelos protestos do pessoal da grande mídia, tudo leva a crer que o que eles querem é continuar mentindo, difamando, coluniando, destruindo reputações, julgando e condenando pessoas (culpadas ou inocentes, não importa).
Em nada a emenda proposta pelo Senador Crivela cerceia a liberdade de expressão e de imprensa. Ela, simplesmente, veda a divulgação de invencionices, para evitar que os bens mais preciosos da pessoa humana (vida, liberdade e honra) sejam atingidos por falsas notícias.
Parabéns, Jussara, você é um gênio.
A liberdade de imprensa é um bem que deve ser preservado de qualquer ataque. Mas não podemos confundir a liberdade de expressão com a irresponsabilidade da expressão que é tão danosa quanto o cerceamento dela.
Os cidadãos e cidadãs sérios e responsáveis desse país sempre primaram por investigar antes de falar qualquer coisa a respeito de qualquer assunto.
Liberdade SIM - Inconsequência NÃO
A Sra Jussara foi brilhante em seus argumentos e os mesmos sao endossados por mim. Acho que devemos aproveitar e fazer uma grande corrente, levar ao conhecimento de amigos, discutir e apoiar o projeto, pois do jeito que está nao dá pra continuar. A midia precisa se modernizar, acompanhar os fatos com ética e imparcialidade, deixar de ser “feudo “. O Brasil tá mudando, só ela não percebeu ainda. Tá muito atrasada! Acorda!
A grande mídia brasileira chega ao século XXI com cheiro de mofo. Vê-la sendo questionada e desprezada por sua irresponsábilidade é animador. Vamos apoiar esse projeto, claro!
O LEITOR EXIGE NÍVEL PARA TODOS
O nome de Jussara Seixas remete a um blog na internet que tem como ilustração principal, que toma todo o espaço superior do blog, uma foto de Lula em campanha com um título enorme acima: “Por um novo Brasil”. Abaixo da foto, também bem grande, tem uma legenda: “Sem medo de continuar sendo muito feliz!!!”, assim mesmo com três exclamações. Ao lado, um ícone com o número eleitoral de Lula e sua foto. Mais abaixo, uma frase de comício: “Lula é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo!”.
O blog é um clipping de notícias da mídia, todos favoráveis ao governo Lula ou contra a oposição. Tem também alguns textos de Jussara Seixas. Todos com o mesmo comprometimento explícito na apresentação do blog e sem nenhuma aparência da independência que ela busca apresentar neste texto.
Algumas frases dela:
“O presidente Lula mostrou que tem a alma e mente iluminada”; “Serra ao invés de ficar xingando os depoentes, tem que apresentar uma defesa consistente, documentada, contra essa documentação em poder dos Vedoin”; “Outras pessoas para serem lembradas, notadas, pessoas que nunca fizeram nada de bom para o povo e para o país, ou dependuram uma melancia no pescoço e dizem que são normais ou apelam para prejudicar, difamar, caluniar pessoas notáveis. Assim fez Bornhausen ao processar o grande Emir Sader, assim faz um tal de Mainardi, ao destilar todo o seu ódio contra o presidente Lula, um tal Reinaldo e outros da casta. Isso é uma prática comum entre pessoas que são verdadeiras toupeiras inúteis.”
Tem uma outra, também muito interessante, que mostra com bastante propriedade o estilo e o comprometimento de Jussara Seixas com o respeito ao leitor e também com a veracidade de suas afirmações:
“A mídia está devendo porque não entregou a derrota do presidente Lula, que foi encomendada e paga.”
Como parte desse assombrosa denúncia, ela também dá os nomes dos jornalistas que teriam seu trabalho “encomendado e pago”:
“É grande a lista dos que receberam um bom dinheiro pela empreitada sem fazer jus a ele: Eliane Cantanhede, Fernando Rodrigues, Josias de Souza, Ricardo Noblat, Merval Pereira, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, Jô Soares, William Bonner, Fátima Bernardes, Arnaldo Jabor, Dora Kramer, Renata Lo Prete, Lucia Hypolito, Diogo Mainardi, Clóvis Rossi e outros tantos, menos conhecidos.”
Houve um deslumbramento do responsável por este site com o texto de Jussara Seixas, mas acredito que ele não se deu ao trabalho de fazer sequer uma rápida pesquisa – bastante fácil na internet – para averiguar a qualidade da fonte que estava elogiando. A qualidade, o alto nível, é este que passei para vocês num apanhado rápido.
O texto publicado aqui contém algumas verdades. Infelizmente expressadas como lugares-comuns, mas que nem por isso perdem a veracidade. O recurso nada engenhoso de utilizar o jogo de palavras “leitor/eleitor” (repetido oito vezes) também pouco ajuda, sendo até impróprio para o que defende: desse modo não haveria direitos para aquele que não é eleitor (para pessoas de 16 e 17 anos de idade ou acima de 70 anos bem como para os analfabetos, o voto é facultativo).
Mas concordo que o jornalista não pode recriar os fatos e nem está acima da lei. E também a mídia não pode destruir as pessoas. Mas seria interessante observar também em Jussara Seixas esta preocupação com a “investigação criteriosa” das informações. E não é o que se vê nos textos do seu blog. Seria também muito educativo para esta pessoa que ela se visse confrontada com o fato de que ninguém – e não só o jornalista – está acima da lei. Suas afirmações sobre os jornalistas citados, por exemplo, podem trazer para ela esta experiência nada agradável.
NÃO VALEM O QUE COBRAM
A mídia está devendo porque não entregou a derrota do presidente Lula, que foi encomendada e paga. Os jornalistas se empenharam, mas faltou-lhes competência. Os anunciantes precisam rever o custo da mídia, pois ficou provado que os grandes títulos e sobrenomes dos meios de comunicação não valem o que cobram. Afinal, foi claramente demonstrado que não formam opinião e não têm credibilidade. Não conseguiram vender seu peixe podre. O presidente Lula, após 4 anos de massacre diário pela mídia escrita, radiofônica e televisiva, teve uma votação histórica. E o governo Lula teve uma avaliação de ótimo e bom de mais 53% da população pouco antes das eleições. Os anunciantes precisam pechinchar os valores cobrados pela mídia. Os acionistas devem exigir a redução desses valores pelo menos à metade. Os políticos, empresários e famosos não devem mais sujeitar-se às chantagens da mídia, pois ela se mostrou um poder pífio. É preciso também rever os empregos e salários ou pro-labores dos jornalistas que se empenharam nessa empreitada e que se achavam formadores de opinião. Eles devem ser demitidos ou ter seus salários diminuidos, pois provaram que são incompetentes. É grande a lista dos que receberam um bom dinheiro pela empreitada sem fazer jus a ele: Eliane Cantanhede, Fernando Rodrigues, Josias de Souza, Ricardo Noblat, Merval Pereira, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, Jô Soares, William Bonner, Fátima Bernardes, Arnaldo Jabor, Dora Kramer, Renata Lo Prete, Lucia Hypolito, Diogo Mainardi, Clóvis Rossi e outros tantos, menos conhecidos. Mostraram que são incompetentes, que não merecem seus salários nem os postos de chefia que ocupam. Os anunciantes devem seguir o exemplo da Sul América Seguros, que sabiamente retirou o patrocínio de um pocast reacionário na Veja. Não compensa patrocinar esses incompetentes. Após 4 anos de campanha intensa eles não conseguiram vender para o povo a falsa imagem ruim que criaram do presidente Lula e do governo Lula, encomendada pela elite aos donos dos maiores jornais, revistas, rádios e canais de TV — Frias, Mesquista, Marinho, Civita et caterva. Os interesses de quem encomendou são tão escusos que ainda se mantêm ocultos. Eles não entregaram o que foi encomendado e pago, não cumpriram o que prometeram. Não valem o preço que cobram, estão enganando seus anunciantes e patrocinadores, como tentaram enganar o povo.
Jussara Seixas
Caro José Pires
Não sou jornalista, sou uma cidadã brasileira consciente do que ocorre no meu país. O meu blog foi feito com a humilde intenção, de combater as falácias da mídia, e a violência da oposição, feroz ao presidente Lula. Por não ser jornalista, sempre tive o cuidado de não publicar mentiras, ilações, calunias, invencionices.Quando eu digo em meu texto que jornalistas foram pagos para destruir o presidente Lula e o PT, estou me referindo aos salários que receberam dos donos da mídia, que eu saiba eles não trabalham de graça. Para confirmar que eu não estou mentindo sobre esses jornalistas, é simples, basta ler tudo o que eles escreveram, falaram, as suposições, os achimos, as mentiras. Foram 4 anos de uma mídia dedicada a derrubar o presidente Lula, e impedir a sua reeleição.Isso não foi notado somente por mim, mas por milhões de brasileiros conscientes que totalmente descrentes da mídia reelegeram o presidente Lula.
É bom lembrar que a que a tão falada liberdade termina, onde começa a liberdade do povo em votar em quem considerar melhor para presidir o país, neste ponto o povo foi bem claro. Quanto aos Jornalistas DERROTADOS, chorem…chorem muito mesmo…