Observatório Brasileiro de Mídia
traduz, em números, como os principais
jornais e revistas tratam Lula e Alckmin
O site do Observatório Brasileiro e Mídia (OBM), organização não-governamental que analisa o conteúdo difundido pela imprensa e meios de comunicação, acrescentou em seu site um estudo que mostra, em números, a impressão acumulada todos os dias de que os principais jornais e revistas não estão sendo equânimes no tratamento das notícias desse segundo turno das eleições presidenciais.
A tão esperada imparcialidade é uma quimera, mas a honestidade na escolha dos títulos, fotos, legendas, ilustrações e boxes - que são os componentes mais lidos – é uma obrigação jornalística em coberturas de acontecimentos importantes como a disputa eleitoral para a Presidência da República. O OMB reconhece essa importância nas suas justificativas desse projeto pioneiro.
Por jornal, destacam-se os seguintes pontos:
O Globo e O Estado de S.Paulo apresentaram 100% de abordagens negativas do presidente Lula, percentual que cai para 66,7% na Folha. No Jornal do Brasil, zero de abordagens positivas, 66,7% neutras e 33,3% negativas. No Correio Braziliense também zero de abordagem positiva, com as abordagens neutras e negativas com 50% cada.
O candidato Lula, no segundo turno, diz o OBM, “continuou a ter maior percentual de reportagens negativas (45,1%) do que positivas (25%). A principal mudança na cobertura das candidaturas”, continua, “foi o fato de a candidatura de Geraldo Alckmin ter tido um percentual de reportagens negativas; 42,4%, superior ao de positivas; 27,1%.” Nas 15 semanas anteriores da pesquisa, sublinha “essa situação só tinha ocorrido duas vezes, entre os dias 19 e 25 de agosto e 26 de agosto e 1º de setembro”.
Ao final do item jornais, o OBM conclui:
O desequilíbrio na cobertura das candidaturas à presidência da República vem sendo apontado pela pesquisa desenvolvida pelo Observatório Brasileiro de Mídia. Na última semana jornalistas conceituados como Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif, comentaram em seus blogs sobre o posicionamento da mídia. Luis Nassif caracteriza a reportagem da Carta Capital de “uma aula de jornalismo sobre o antijornalismo que parece ter tomado definitivamente conta da mídia”. Paulo Henrique Amorim afirmou que “Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno”.
Nas revistas, o balanço apresenta o seguinte gráfico:
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2ª semana do 2º turno |
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Revistas |
Negativo% |
Neutro% |
Positivo% |
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Alckmin |
25 |
12,5 |
62,5 |
|
Lula |
70 |
20 |
10 |
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Lula Presidente |
50 |
33,3 |
16,7 |
Por publicação, relevam-se as seguintes conclusão:
Veja
100% de abordagem negativa da candidatura Lula, contra 100% de abordagem positiva da candidatura Alckmin.
Época
100% de abordagem negativa da candidatura Lula, contra 100% de abordagem positiva da candidatura Alckmin.
Istoé
50% de abordagem positiva e 50% negativa para a candidatura Lula, contra 33,7% de abordagem positiva e 66,7% negativa para Alckmin
Carta Capital
100% de abordagem neutra para a candidatura Lula, contra 50% de positiva e 50% de neutra para Alckmin.
Recomenda-se fortemente a leitura na íntegra no site do
Observatório Brasileiro de Mídia
Há algum tempo, me perguntei porque o meu pai havia escolhido a Carta Capital como mais um veículo de comunicação aqui para nossa casa. Fiquei muito intrigada pois essa não era uma revista muito comum no meio onde convivia, por exemplo, na casa dos pais de minha amigas só “rolava” a Veja e outras menos frequentes. Entendo há alguns anos o motivo da escolha, queria aqui parabenizar a revista por sua posição “não parcial” pois assumiu sua posição frente a esse momento eleitoral e ainda assim cumpre com maestria sua função de levar a notícia de forma a tentar construir opiniões e não de impor. Aproveito e parabenizo o OBM pela pesquisa que permite maior clareza no entendimento do aparelhamento da mídia em prol da manipulação e manutenção da alienação do povo brasileiro.
Desculpas pelo discurso um tanto apaixonado, mas temos que reconhecer os bons exemplos de nosso país.
Diante da estatística apresentada precisa dizer mais alguma coisa sobre a grande mídia?
Por estas e por outras é que, principalmente a Veja, está perdendo leitores.
Aliás, se a Veja fechar a suas portas por falta de anunciantes, acho que a sociedade brasileira não vai perder nada.