Só a mídia salva Alckmin do naufrágio
CRESCIMENTO DE LULA NO
DATAFOLHA REFLETE DIVULGAÇÃO DAS
POUCAS IDÉIAS DE ALCKMIN
Vazamentos da Justiça do Mato Grosso
são única possibilidade de ameaça
à reeleição de Lula
O DataFolha mostra – e as próximas pesquisas vão confirmar – que, apesar da manutenção do bombardeiro sobre o caso do dossiê furado, Lula cresce em todas as regiões e em todas as faixas de renda. O crescimento deve-se, em boa parte, à migração dos eleitores de Heloisa Helena e Cristovam Buarque. Mas com ele também colaborou a constatação da falta de essência e substância do discurso de Geraldo Alckmin.
Os jornais têm mostrado, desde o primeiro turno, que o candidato do PSDB muda de discurso a cada semana, sempre amarrando seu discurso eleitoral aos argumentos que lhe são fornecidos pela grande mídia e que ele procura seguir, várias vezes sem sucesso.
Além do discurso ético, Alckmin retomou a campanha martelando no “corte de gastos”, mas o mote durou pouco. O discurso sumiu da sua propaganda na tevê, por uma razão simples: ele não tem o que apresentar. Por essa razão, não pode abandonar o discurso genérico e as platitudes. Pior: a realidade desmente suas argumentações em torno da eficiência, gestão ou outro chavão semelhante. A desacreditar suas promessas de desenvolvimento, justiça social, atenção aos jovens etc., está a realidade do estado das contas públicas do estado de São Paulo, que tem um rombo de R$ 1,2 bilhão a ser fechado até o final do ano. Do contrário, Alckmin terá de responder à Justiça por descumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal.
O sucessor de Alckmin, Cláudio Lembo, anunciou a necessidade de privatizar mais um pedaço da NossaCaixa para tampar o buraco, mas o próximo governador, José Serra, que é do mesmo partido de Alckmin mas não reza o mesmo catecismo privatista, abateu a idéia em pleno vôo. Desde então, o tema continua em banho-maria, sem ser notícia em jornal, em mais um caso de esquecimento de conveniência. Serra não tem pressa – anunciou que o rombo seria coberto com uma “solução técnica” – e não disse mais uma palavra sequer. O rombo lhe favorece para a disputa da candidatura tucana daqui a quatro anos. Com um processo de responsabilidade fiscal nas costas, Alckmin estaria fora do jogo.
As faixas de renda com maior renda e escolaridade também se afastaram de Alckmin depois que se tornaram públicas as idéias para a economia do Brasil formuladas por um de seus principais assessores na área, Yoshiaki Nakano. Seu cardápio previa controle de câmbio e corte de gastos, duas demandas que os sindicatos empresariais e a mídia mantêm na mídia há mais de um ano. O prato preparado por Nakano trouxe de volta o aroma de pacotes econômicos e turbulências no câmbio. Nakano foi demitido da cozinha e se escondeu nos Estados Unidos. A grande mídia também achou conveniente não falar mais disso. Esqueceu-se do ex-principal assessor para assuntos econômicos do candidato.
Alckmin também perdeu ao pedir, e ser atendido, apoio do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, cuja folha corrida é conhecida. O candidato tucano mentiu com a história de que apoio não se recusa e que Garotinho se apresentou como aliado espontaneamente. O próprio Garotinho destruiu a explicação, dizendo aos jornais que tinha recebido telefonema de Alckmin pedindo apoio. Apenas a filha do casal Garotinho aparece ao lado do do candidato quando ele vai ao Rio de Janeiro.
Sem idéias, o candidato agora se apega a outro detalhe emocional: a de que há uma “mentirobrás” em ação dizendo que ele quer privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios. Ele se diz vítima de infâmias e que seu programa de governo não prevê a privatização dessas empresas. De novo, o passado o condena, e o PT se aproveita da contradição nas entrevistas de Lula e na campanha na tevê.
Assim, tropeço após tropelo, Alckmin tem cada vez menos argumentos, além da pergunta ‘de onde veio o dinheiro’ do caso do dossiê furado. Ele diz que o R$ 1,7 milhão foi pago para prejudicar sua candidatura, mas nem isso é verdade. Os documentos apreendidos do “dossiê” trazem apenas duas fotos suas com prefeitos.
Seus novos argumentos até o segundo turno dependem de eventuais e bombásticas revelações. Várias empresas controladoras dos meios de informação já rasgaram o código de ética na manipulação de notícias que prejudicam ou beneficiam o candidato tucano. A mãozinha da revista Veja desta semana trouxe como maior resultado a transferência dos sigilos do assessor de Lula, Freud Godoy, que haviam sido quebrados pela CPI das Ambulâncias, para a Justiça do Mato Grosso. Vários dos grandes jornais já mandaram seus buldogues para Cuiabá. Até que essa ajuda venha, o programa de Alckmin na tevê não terá novidades, como comprova a repetição de sua visita ao posto de fronteira abandonado e aos buracos da estrada federal no Norte do país.
Será que ele é um “candidato sem idéias”, porque tem medo de assumir sua forma de governar… Sobre a privatização ser uma mentira, indico o artigo “Guru econômico de Alckmin defende privatização da Petrobras” na página Revista Forum (http://www.revistaforum.com.br) assinado por Cláudio Gonzales. Ele diz sobre o programa de Alckimin: “No capítulo sobre política energética, o programa de governo de Geraldo Alckmin diz que o tucano irá ‘Estabelecer parcerias com a iniciativa privada para o crescimento do setor (de energia)’; ‘Incentivar a participação da iniciativa privada em companhias de distribuição de gás natural’ e ‘Incentivar a entrada de novos agentes no mercado de refino e transporte de petróleo e gás natural’”. Realmente não está escrito “vou privatizar”, mas é muito próximo disto, sobretudo se lemos segundo a sua prática no governo de São Paulo.
Hoje o jornalista Kennedy Alencar da Folha de São Paulo faz o seguinte comentário:
“Rumores
Esta terça-feira foi dia de rumores no mercado financeiro. O mais forte dava conta de que uma revista de circulação nacional havia descoberto a origem do dinheiro do dossiegate.”
Desnecessário dizer que Revista Veja vai aproveitar a última semana antes da eleição para agitar a oposição em Brasilia numa ultima tentativa de golpe contra as instituições democráticas.
Sugiro que o seu blog alerte os internautas sobre mais uma atividade criminosa da mídia sem escrúpulos.
Por menos instrução ou informação que se tenha, todos estamos vendo que a unilateralidade de parte da imprensa comprometida com a candidatura PSDB/PFL é um financiamento de campanha miloonário, que não aparece na contabilidade. Ao longo de 6 meses deve ser uma fortuna, mas não se tem uma campanha todo dia na TV alertando o eleitor para esse crime tão perseguido nos ultimos meses.
Como é que uma candidatura, por mais poderes que seus correligionários tenham em certos “órgãos”, determina a agenda das instituições do País para se adequar a campanha em andamento?
Tipo de coisa feita por pessoas com alto grau de instrução e conhecimento, aos olhos da Justiça Eleitoral, nas barbas da Polícia Federal, aos menos informados, sem acesso a livre expressão. Resta a indignação. Justamente isso que o Brasil não quer e não precisa.
Alguém de bom senso no PDSB (não o Fernando Henrique, por favor) precisa alertar o candidato Geraldo Alckmin para o incêndio que ele pode provocar. O candidato chegou muito mais longe do que todos previam ou imaginavam - graças, em boa parte, à simpatia que lhe devotam os barões da mídia - e não pode nem deve continuar com ameaças do tipo “se Lula for eleito, governo acaba antes de começar”. A derrota lhe subiu à cabeça, e ele está brincando com fogo ao imaginar que, no Brasil, ainda cabe governo sem a autorização expressa das urnas.
Alckmin reincorpora fantasmas dos anos 50. Carlos Lacerda é o chefe da legião de encostos que se apoderaram dele com o revés do DataFolha de hoje. Ele reproduz fielmente a contradição entre o tempo da mídia - imediatista, por sua própria natureza - e o tempo das instituições, que não precisa de novidade impactante todos os dias para se manter viva e é lento, sim, porque depende de entendimento, negociação, concessão e longas, intermináveis reuniões. Já nos meios de comunicação, sai o que o dono quer - e ai de quem não cumprir. O rumo é a rua e o index dos profissionais indesejáveis.
A história dos bastidores que levaram as fotos do dinheiro apreendido pela Polícia Federal para a mídia - e para o Jornal Nacional, como exigiu o delegado Edmilson Pereira Bruno, durante a negociação com os repórteres, já é cabeluda o suficiente. O episódio revela o desprezo à ética dos que se dizem seus guardiões, e está mais do que na hora dos empresários do setor interroperem a campanha odiosa que alimentam contra Lula. Basta de preconceito! Esses senhores deveriam ver a tragédia da administração Alckmin em São Paulo, ao invés de querer meter Alckmin goela abaixo de todo o povo brasileiro. Mesmo com todo o esforço e com toda a falsidade do noticiário, seu candidato perdeu. Paciência. Escolham um melhor daqui 4 anos, mas não alimentem o golpe. O tiro vai sair pela culatra, podem estar certos.
A escolha dos (e)leitores e espectadores merece respeito.
Em um de meus blogues, o AntiGOLPE, estou divulgando um Manifesto Por Uma Mídia Decente e Democrática, criado por um grupo de pessoas em oposição à dita grande mídia, que, afinal, é quem promove bonequinhos como esse geraldo alckmin, criados para omitir as verdadeiras faces dos GOLPISTAS de plantão (lideranças políticas arcaicas, elites retrógradas, ressentidas e preconceituosas e doentes afins).
Golpes como este em curso, pense, não se dão apenas contra o governo Lula, mas contra a nossa LIBERDADE de escolha e de ação.
Convoco todos a visitarem meu blogue, assinarem o manifesto e, último, mas não menos importante, divulgarem-no entre seus contatos.
GOLPES não deixam dúvidas quanto a que postura adotar: ou se está a favor, ou se está contra os GOLPES. A escolha é sua. Vai lá.
www.anti-golpe.blogspot.com
Baita abraço a todos,
Marcelo Carota, ou, Pirata
Há cerca de dois meses o discurso do Sr. Geraldo Alckmin era de que o “Brasil gasta muito e gasta mal. Precisamos diminuir o tamanho do Estado. Dar um choque de gestão”. Como pode desmentir tudo que afirmou antes? Será que ele quiz dizer que gastar mal é investir em programas sociais? Choque de gestão não é privatização de empresas públicas? Já ouvimos esse idioma antes e portanto não há como negar o discurso privatista do candidato tucano.
Não ficarei espantado se vier outra investida suja da mídia contra LULA. A Folha, Estadão, Veja e Globo estão se comportando de forma bastante parcial. Até hoje, nenhum destes meios de comunicação divulgaram o áudio do delegado.
Uma vergonha esta imprensa marrom!
Precisamos ficar atentos pois eles tentarão o golpe nesta última semana!
O ESTADO DE SÃO PAULO
19 de outubro de 2006 - 07:39
Empresário cita propina para amigo de ex-ministro Barjas Negri
Ronildo Medeiros diz ter depositado dinheiro para Abel Pereira, amigo de Barjas; advogado de Pereira reage e afirma não haver qualquer depósito dos Vedoin, direto ou indireto, nas contas de Pereira
Fausto Macedo
CUIABÁ - O empresário Ronildo Medeiros afirmou nesta quarta-feira à Justiça que depositou dinheiro de propina da máfia dos sanguessugas em contas de Abel Pereira, empreiteiro de obras públicas e amigo do ex-ministro da Saúde Barjas Negri (governo FHC).
O advogado de Abel, que será ouvido pela Polícia Federal na próxima segunda-feira no inquérito que investiga o dossiê Vedoin, pelo qual petistas iriam pagar R$ 1,75 milhão, em dólares e reais, nega a existência desses depósitos e a ligação de Pereira com o esquema.
Medeiros declarou ao juiz Jefferson Scheinneder, da 2ª Vara Federal de Cuiabá, que repassava a Abel o equivalente a 6,5% do valor de cada uma das ambulâncias vendidas a cerca de 500 prefeituras entre 2001 e 2002.
Naquele período, Barjas exerceu primeiramente o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde. Na seqüência, assumiu o posto de ministro, no lugar de José Serra, atual governador eleito de São Paulo, que na época saiu para disputar a Presidência da República.
Medeiros é proprietário de duas empresas, a Frontal e a Medical Equipamentos Hospitalares. Investigação da Procuradoria da República e da PF revela que essas empresas teriam sido constituídas para forjar resultados de licitações.
Desses processos de concorrência também participava a Planam, empresa central no esquema das ambulâncias superfaturadas que desfalcou o Tesouro em R$ 110 milhões.
´(…)
Abel Pereira é amigo de Barjas Negri, ex-ministro da Saúde na gestão FHC. Empresário da construção civil, Abel tinha livre acesso ao ministério. Barjas confirmou ter recebido pelo menos uma vez o amigo em seu gabinete. Na semana passada, a Justiça mandou apreender a agenda de Barjas para identificar quem freqüentava seu gabinete.
(…)
A Polícia Federal intimou Abel para depor segunda-feira. A PF não quer apenas saber do empresário se ele recebeu propinas do esquema das ambulâncias. Ele é suspeito de ter oferecido R$ 10 milhões pelo sumiço do dossiê Vedoin.
Abel teria se reunido em agosto com Luiz Antônio Vedoin, líder da máfia dos sanguessugas. Há registros de que o empresário hospedou-se em um hotel em frente à sede da PF de Cuiabá. Um mês depois, homens do PT - Valdebran Padilha e Gedimar Passos - foram presos em São Paulo com o R$ 1,75 milhão. Abel nega participação.
Acusado por Vedoin de ser o intermediário do esquema durante a passagem de Barjas pelo ministério, Abel diz não ter envolvimento com a máfia dos sanguessugas. O empresário também é investigado pela suspeita de que teria tentado comprar o silêncio dos donos da Planam antes da divulgação do dossiê, outro fato que ele nega.
Emendas
A Planam foi criada por Luiz Antonio Vedoin, a quem a PF e a procuradoria acusam formalmente de liderar a ação sanguessuga dentro do Congresso. Pelo menos 72 parlamentares, entre deputados e senadores, produziram emendas para a área da saúde propiciando liberação de recursos em série para administrações municipais.
A PF e a procuradoria sustentam que Medeiros foi empregado da Planam. Para dar aparência de legalidade às licitações, Vedoin excluiu Medeiros de seu quadro de funcionários e o orientou a abrir a Frontal e a Medical.
As empresas de Medeiros participaram de vários certames de compra de ambulâncias, vencidos pela Planam. À Justiça Federal, Medeiros disse ontem que fez os depósitos em contas de Abel por indicação de Darci Vedoin, pai de Luiz Antonio.
Sobre as falas contraditórias e mentirosas de Alckimim sugiro a leitura abaixo.
Alckmin descarta privatização da Cesp e CTEEP - O Estado de S.Paulo, 02/03/2005
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Obrigado, Maria Helena
Alceu Nader
Alertas!
Todos devemos ficar,sabemos bem do que são capazes.
O que mais me cheira a golpe, por incrível que possa parecer, a Globo ter marcado o debate para o último dia e ainda quer que
o horário seja “prorrogado”. Foi pedido ao TSE.
Se eu fosse assessora do Lula, definiria: nem um minuto a mais além de 11h30.
Podem fazer o que estão acostumados: jogar no ar qualquer absurdo, sem nenhum tempo de contradizê-los.
Mas, alertemos : que não deixem passar do horário.
O golpe baixo vai ser, passando do horário,o Presidente Lula poder ser inpugnado pelo TSE.
Meu guru me disse…E olha que ele tem acertado!
Neide Pessoa
O Brasil, e de uma maneira geral a América Latina, começam a fazer uma reflexão do que significa a submissão à privataria neoliberal dos anos 90. O percurso do papel do Estado, que ia de proprietário de empresas e articulador de cadeias produtivas (insumos básicos, energia, infraestrutura etc) até cão-de-guarda das condições mínimas/máximas de garantia de lucros (agências reguladoras) está em cheque nesse pedaço do mundo. Fora essa estratégia de vendedor do patrimônio público e corte de gastos, os tucanos não tem muito a dizer para a população (”os tucanos” latinos americanos também não), restando apenas como leit motiv de campanhas tricas e futricas. Se Lula estiver correto e o Brasil crescer de forma consistente por pelo menos 04 anos, poderemos avançar no processo de democratização do Estado e de construção de uma lei de responsabilidade social, como uma alternativa válidade de construção da nação brasileira e uma contribuição aos nossos irmãos latino-americanos.
Quando Alckmin disse:
“ O Brasil gasta muito e gasta mal. Precisamos diminuir o tamanho do Estado. Dar um choque de gestão”.
Ele estava se referindo ao rombo de 1,2 bilhão que ele deixou no Estado de São Paulo ?