Dane-se a credibilidade
VEJA APOSTA EM ESTUPIDEZ DO LEITOR,
COM CAPA FEITA A PARTIR DE
TELEFONEMA QUE REPÓRTER NÃO OUVIU
A quinze dias da eleição, a revista Veja mostra outra face de seu “jornalismo moderno” com reportagem de capa de difícil digestão. A intenção da revista é mostrar que Freud Godoy, o assessor de Segurança da Presidência que acompanha Lula desde os anos 80, tem culpa no cartório - apesar do noticiário mostrar exatamente o contrário. Freud Godoy esteve sob suspeição unânime da imprensa até dia 8 passado, quando o o jornalista Elio Gaspari escreveu:
FREUD GODOY precisa ser explicitamente exonerado das suspeitas que o levaram a um patíbulo moral. De acordo com o atual estágio das investigações das traficâncias petistas, ele nada teve a ver com o episódio do dossiê Vedoin. Enquanto houver alguém assegurando o contrário, a injustiça e o linchamento prevalecerão sobre a lei e o direito.
Gaspari foi diretor-adjunto da revista e formou a direção e mais da metade de seus editores. Por medo ou respeito, a reportagem não se refere a ele, mas apenas que “Freud tem desfilado por colunas jornalísticas e eventos sociais como um injustiçado.”
O enrolado da semana cobre Godoy de suspeitas e juízos prévios, envolvendo o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e a Polícia Federal, instituição que hoje é respeitada pelos serviços apresentados. A trama delituosa descrita pela revista reside na denúncia de suposta quebra de procedimento burocrático da custódia da PF, que teria sido inspirada pela ação do ministro da Justiça para impedir o aprofundamento das investigações sobre Godoy, dentro de “um padrão mais ou menos constante na crônica policial do governo petista”.
Com uma ilação aqui e outro pré-juízo prévio ali, a capa sustenta-se em telefonemas que a reportagem diz ter presenciado entre terceiros, além de um relatório “encaminhado a Veja por três delegados”.
Nomes dos delegados? Não. Provas da seqüência delituosa? Nenhuma. Coragem de assumir tudo que está escrito? Também não.
Entre uma suspeita e outra contra Godoy, entre fatos e fotos já divulgados, o texto desmente o que dissera pouco antes, ressaltando que não há prova para confirmar as ilações e juízos. Incapaz de apresentar indícios mais consistentes, sugere a quebra do sigilo bancário de Godoy que, desgostosamente, depende da Justiça.
O único fato concreto relatado na reportagem é o testemunho de dois telefonemas, que a reportagem diz ter presenciado, e uma folha impressa, sem timbre, com “um relato escrito por três delegados da Polícia Federal e encaminhado a VEJA”.
Os inominados relatam uma quebra de procedimento que possibilitou a realização de um encontro entre Godoy e Gedimar Passos, preso pela Policia Federal, junto com Valdebran Padilha, com o R$ 1,7 milhão que seria pago pelo dossiê furado. Segundo o “relato”, Gedimar reuniu-se a portas fechadas com aquele que ele mesmo incriminara horas antes com o “Freud ou Froud”. O encontro, diz a revista, ocorreu fora da área de carceragem e sem protocolo assinado - o que é irregular. O diretor da Polícia Federal em São Paulo, Severino Alexandre, nega a possibillidade disso ter acontecido, mas pouco adianta. Para a revista, os autores não identificados do “relato” têm maior credibilidade. Para eles, Severino Alexandre é suspeito, pois “facilitou” o encontro e pressionou Jorge Herculano, chefe da custódia, a atropelar a burocracia para salvar a pele de Freud Godoy.
Herculano seria a testemunha-chave do enredo criminoso. Ele é o que estaria do outro lado da linha dos telefonemas de dois delegados (também não identificados) que a reportagem diz ter presenciado. Mas Herculano também nega a história. De novo, pouco adiantou. A revista diz que ele “não confirmou a história que narrara aos colegas pelo telefone. Mas deu um jeito de dizer que também não a desmentia”.
Que jeito foi esse? Uma piscadinha? Um movimento de sobrancelha? A revista não explica.
A aposta na estupidez do leitor aparece logo nas primeiras linhas da reportagem. “Nessa operação aparece o que pode ser a impressão digital de um personagem muito próximo do presidente Lula.” Pode ser como também não pode, mas isso não é problema. Não se discute a credibilidade nem a ética jornalística. Para se livrar de qualquer responsabilidade, a revista aventa a possibilidade de os denunciantes não identificados serem do PSDB.
Tudo bem, publica-se assim mesmo e, por cima, com destaque de capa. O que vale é dar munição para o horário político de Alckmin na tevê na reta de chegada da campanha. É esperar para ver.
A Folha de hoje traz a primeira reação oficial, do diretor da PF de São Paulo. Ele diz que a reportagem “é leviana e tendenciosa”.
Essa matéria apresenta todas as inconsistências (pra dizer o mínimo) da matéria de Veja sobre o dinheiro que teria sido doado por Cuba para o PT. A situação está ficando verdadeiramente preocupante. Reli recentemente o livro Notícias do Planalto (Mário Sérgio Conti) que relata a relação de Collor e a Imprensa. Cheguei a pensar, ingenuamente, que tais eventos não voltariam a ocorrer. Estava totalmente enganado. Agora não há mais regras. Vale tudo nesse jogo. No que vai dar? Só Deus sabe! Ou talvez o diabo . . .
Não por acaso deixei de assinar Veja. É insuportável essa arrogância, essa postura de dona da verdade, uma verdade que não resiste à mais simples reflexão. Meu dentista assina Veja e é lá que, de vez em quando dou uma olhada para ver se as coisas melhoraram. Que nada. Essa também tem sido a escola da Folha, mas a velocidade do jornalismo diário não permite a “sofisticação” no engôdo que Veja exibe. As manchetes da Folha, para rechear o programa de tv do PSDB, chegam a ser hilariantes pois, quase sempre, contrariam o conteúdo da matéria. Por isso tudo, tem sido um alívio ler o Contrapauta.
Acertaram na mosca….. A Veja já engana seus leitores a muito tempo (já fui um deles)…..Eles se garantem nas assinaturas pois na Banca não vende nada…..Para o leitor assinante é mais dificil ele desistir (tem contrato)….. Já viram o IVC ?….Quantos as revistas da direita perderam em eleitores estes ultimos anos ?…..Mas eles ainda se seguram um pouco em São Paulo e o Sul…..Que são os mais chegados a uma Ultra direita e Facismo no Brasil….Depois reclamam que o povo não lê jornais nem revistas…..A partir do dia 29 vão reclamar ao bispo….Eu não estou nem ai pra eles….O Governo precisa rever a distribuição da Publicidade Oficial…..Tem muito jornal, revista, radio e tvs independentes precisando dessa merreca.
abraços C mesquita
Pois é. Essa “revista” publica essas leviandades e a coisa fica por isso mesmo? Por que a justiça não proibe a circulação desse tipo de coisa? Vamos tomar uma atitude sobre isso.
Posso dizer que ouvi dizer que os “inominados” são Tasso Jereissati, Bornhausen e ACM. Posso dizer também que por telepatia é líquido e certo que as impressões digitais são mesmo dos personagens inominados. Tão de brincadeira ou construindo as condições da descontrução da democracia. Os inonimados são peritos nisto. Ou é mentira??
Mais uma vez fica patente que a “Veja” é um verdadeiro caso de polícia. Êta nojeira! Felizmente eu já deixei de lê-la há bom tempo.
É lamentavel que a revista Veja esteja se prestando a esse papel. Durante muitos anos fui assinante de Veja e a partir do momento em que percebi que já não era a mesma revista de outrora, cancelei a assinatura.
ja cancelei a assinatura da Veja!!!
Essa reportagem da Veja, mais que leviana, é criminosa. Não é a primeira vez que ela faz reportagem de capa sem provas, apenas com indícios.
Quem fiscaliza essa imprensa tendenciosa?
Quem vigia o vigia?
Caros, a guerra suja supera tudo o que já se viu, não que a revista Veja fosse digna de credibilidade nos últimos 10 anos, mas porque se lançou na lama, num vale-tudo contra o presidente Lula. Fazem pior do que a “Tribuna da Imprensa” do “corvo” fazia, este pelo menos usava e abusava da inteligência que falta aos seguidores de Goebbels na Veja. A reação se dará através do voto, com o repúdio barulhento das urnas.
Armando
Prezado Amigo:
Há quase dois anos a revista Veja vem tentando entregar a cabeça de algum auxiliar direto do Presidente Lula em uma bandeja para o PSDB/PFL fundamentarem um pedido de impeachment.
Essa revista e o psdb/pfl tentam, de todas as formas, desfalcar o Presidente Lula de seus auxiliares de confiança: Tiraram-lhe o José Dirceu. A casa não caiu. Tiraram-lhe o Palocci. A casa não caiu. Impuseram-lhe um Severino Cavalcanti. A casa não caiu. E por quê a casa não caiu? Porque a casa é Lula.
Agora, na campanha eleitoral, tiraram-lhe ninguém mais ninguém menos do que o coordenador da campanha: Berzoini. A eleição foi para segundo turno, mas a casa ainda não caiu.
Por quê a casa ainda não caiu? Porque a casa é Lula.
A casa só vai cair se eles matarem Lula. Por isso, precisamos ficar muito atentos, pois acredito que eles poderão chegar a esse ponto. Como não?
Fui assinante desta “revista” durante muito tempo. Há aproximadamente um ano encerrou minha assinatura e continuaram me enviando a revista. Solicitei que não mais me fosse enviada, pois não mais acreditava em seu trabalho jornalístico, sem sucesso. Me dirigi à central de cadastro de assinantes da editora solicitando a retirada de meu nome, não atenderam e continuaram enviando a “revista”. Devolvi para a Edição, por correio, dois exemplares ainda lacrados argumentando que não me interessava acompanhar a agenda da mídia anti-petista. Durante algum tempo continuaram enviando. Há pouco tempo, felizmente pararam. Divulgo isto por considerar que além de não mais fazer jornalismo, desrespeitam despudoradamente a vontade do cidadão. Como acreditar portanto neste “folhetim” anti-Lula ?
Já faz algum tempo que parto do princípio que TUDO que é publicado na revista Veja tem algum interesse escondido, nesse caso é a defesa cega e a tentativa de empurrar goela abaixo um candidato inexpressivo como Alckmin, mas que é o de sua preferência e dane-se a verdade das informações.
Hoje em dia se vejo alguma chamada de qualquer tipo de matéria na tal revista penso que estão tentando favorecer algum grupo, alavancar o consumo de algo e coisas do gênero, por exemplo se sair na capa ou mesmo dentro “Consumir bananas faz bem a saúde” vou crer que estão recebendo de produtores de banana para alavancar as vendas da fruta, um singelo exemplo mas que mostra o quanto essa revisteca não tem e nem sei se algum dia já teve credibilidade
OLHE SÓ O QUE O REINALDO AZEVEDO/VEJA RECOMENDAM:
Às armas, moças e rapazes! Mas nada de ter compromisso com o erro. Ademais, eu quero privatizar, sim: a Petrobras, o Banco do Brasil, os Correios e os cineastas. Em tempo: Lula continua não podendo ser eleito; se eleito, vai tomar posse; tomando posse, devemos recorrer a todos os meios legais para impedi-lo de governar. A petralhada pode relaxar: o meu lacerdismo não é menos fajuto do que o getulismo de Lula.
PAZ DE ESPIRITO…
Fui assinante de Veja por muitos anos, mas percebi na epoca da eleição do Collor o interesse escondido por tras de todas as reportagens publicadas e cancelei a assinatura,hoje so leio alguma na internete vejo que eles continuam publicando sem checar informações e destruindo reputações impunemente, alguém ai se lembra do Alceni Guerra,do Ibsen Pinheiro e do dossie Dantas?
DEIXA O HOMEM TRABALHAR. Até quando o povo vai ter que esperar para saber “a verdade” sobre a maioria dos “escândalos” que surgem? O que é que um partido, um canal de TV, uma revista podem fazer para que se analise o cenário brasileiro, levando em conta nossas peculiaridades, sem tendências levianas, acusações manufaturadas (que alimenta escândalos mas não tem consistência jurídica), sem tentar mobilizar a população cansada de corrupção contra determinado governo. Sou parte dos que querem saber o que mobiliza a mídia brasileira a promover a “SANGRIA DO PRESIDENTE”, diante da estabilidade e ações do governo, das melhorias que não se pode negar.Todos os escândalos contrariam a realidade, os dados estatísticos,enfim peculiaridades da “nossa imprensa”. A sorte nossa que não temos outro partido qquer ou outro presidente qquer que aguentasse tanta perseguição, tanta injustiça e isso já aconteceu antes, e justamente quando a administração pública administrava para maiorias. O que mais deixa indignado é que a parte boa da imprensa não se levanta para esclarecer, e nos coloca sentados, domesticados esperando o próximo escândalo. Enquanto a imagem do nosso país afunda em escândalos esperamos todos juntos para garantir que nada mude, podemos começar a mudar isso votando, é só com a força do povo.
A in-Veja é a fiel descrição de Tom Wolfe: A duas maneiras de fazer carreira no jornalismo; construindo uma boa reputação ou destruindo outra”. So há uma maneira de desbancar este furor aético e imoral da in-Veja; boicote total. Seja na leitura, seja na compra avulsa ou de assinatura.
Uma coisa devo a Veja (a suspeitissima Veja). Esta revistinha abriu meus olhos para o quanto estamos atrasados, o quanto somos manipulados por donos da verdade, o quanto o JORNALISMO, esta a serviço do POVO………….RS
MUITO SIMPLES COLEGAS,
FAÇAM TUDO O CONTRÁRIO QUE A VEJA QUER E O BRASIL CONTINUARÁ MELHORANDO.
NO MAIS: DEIXA O HOMEM TRABALHAR!!!
Senhores,
Teve um grande erro do governo atual em relação às grandes empresas de comunicação. Pensou-se que era possível um acordo ético nas relações. Pelos fatos atuais vê-se que a política de comunicação do governo foi erradíssima.
O projeto de um conselho regulatório, como qualquer profissão existe, tomou ares de “censura dos tempos da ditadura”. E nesse momento, o que mais me lembra a ditadura é o “lacerdismo” da grande mídia.
Devemos pensar e como exigir uma regulamentação, pois senão podem começar a ditar os comportamentos sociais “esperados por uma família brasileira”. É um retrocesso que não quero ver os meus filhos passando…
Precisamos democratizar as comunicações… provomer as rádios comunitárias, politizar os jornais de bairro, exigir uma regulamentação.
Não sou da área de comunicação, mas me preocupa que exemplos estão dando nas universidades da área… será a Veja o exemplo de jornalismo investigativo. moderno e imparcial? não seria esse um movimento mundial (Venezuela, Bolívia…). Estou muito preocupado.. muito mesmo!
É preciso fazer uma campanha nacional exigindo ética e imparcialidade na imprensa brasileira. O caso Veja é um escândalo. Quantos denúncias contra pessoas foram, mais tarde, arquivadas ou provadas a inocência dos denunciados?Quantas vidas viraram lixo? Quantos bons projetos políticos foram destruídos pela mau jornalismo de Veja? Já fui assinante, não sou mais. Recebo da Editora Abril continuamente propostas de para voltar a ser assinante. Editora Abril nunca mais. Para completar tem um aloprado chamado Reinaldo Azevedo que escreve um blog cheio de asneiras. Passa o tempo todo ensinando a equipe do Alckmin como “bater” em Lula para obter dividendos eleitorais. Uma vergonha.
Veja é uma vergonha para o jornalismo …Vergonha nacional!!!
Eu venho falando disso desde que a eleição foi para o segundo turno, absurdamente (vejam texto em meu blog: “Não Existe Democracia no Brasil”). Fui chamado até de “paranóico”. Agora, é o jornalista Paulo Henrique Amorim quem faz as mesma afirmações que eu, baseado na matéria avassaladora publicada pela Carta Capital.
As eleições foram e serão fraudadas novamente, agora no segundo turno.
Sabemos que os anti-PT irracionais da classe “mérdia” vão comemorar, sob o som abafado das gargalhadas da nossa mídia canalha que os usa como gado. E sabemos também que, depois, serão os primeiros a chorar quando o país voltar ao estado catastrófico deixado depois dos mais de 500 anos que a direita esteve no poder…
Leia e comprove: a situação é grave. Não existe democracia no Brasil.
O 1º GOLPE DE ESTADO JÁ HOUVE. E O 2º?
A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: “Cadê o papelzinho?”, que permite a recontagem do voto?
- Paulo Henrique Amorim – Jornalista (http://conversa-afiada.ig.com.br)
Sugiro uma séria campanha contra essa “Revista” que vem há anos deturpando informações e prestanbdo um enorme desserviço à sociedade e à democracia do País. Os procedimentos e a conduta de “revista” é um atestado à corrupção, ao mau caractismo e ao falso moralismo. Onde estão os dólares de Cuba? Que a revista fez um estardalhaço e até hoje nem sequer comenta a própria reportagem. Há anos essa revista ultrapassou os limites da desinformação.
O André Lux tem razão ao lembrar o artigo do Paulo Henrique Amorim. Haverá uma tentativa de golpe neste segundo turno. Não sei se manipulando as urnas eletrônicas, ou gerando mais um escândalo como o da compra do dossiê, ou ainda tentando o impeachment do Lula.
Não acredito que eles tentem levar na marra. Não têm coragem nem respaldo para lançar a nação numa aventura dessas.
Alguma coisa eles tentarão. É ficar de olho e denunciar as tentativas.
Saudações.
Augusto César
Caros Amigos, sabemos que a Veja, a Globo, a Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo, são parciais e tendenciosos, porém a Veja e o Estado de S. Paulo não são os piores, pois sabemos que são de Direita e preferem o PSDB/PFL no poder, eles levantam a bandeira, o que acaba sendo patético e comprovada pela queda nas vendas. Temos é que nos preocupar é com veículos como Globo e Folha de S. Paulo, esses se mostram como imparciais, não levantam bandeira e assim fica muito mais fácil a manipulação dos Leitores e telespectadores. Principalmente a Globo e seu JN, nem âncora existe, tudo embalado em um jogo de edição bem feita da verdade “factual”. Ainda bem que as pessoas começaram a perceber isto. “Deixa o Homem trabalhar ?”.
Cancelei minha assinatura de VEJA há duas semanas. É um absurdo pagar por tanta desinformação.
Cancelei a minha assinatura da Veja na metade do segundo mandato do FHC. Não conseguia acreditar que uma revista “indispensável”, a cada denúncia no governo FHC, esquivava-se em sua capa, publicando delírios adolescentes, receitas de longevidade, cowboys bem-sucedidos e outras porcarias. Desde aquele dia, minha visão política melhorou muitíssimo!
Só para o Marcelo não ficar na ignorância e não achar que quem opta por votar em LULA é a favor da corrupção, coloquei alguns números abaixo comparando os governos.
“Agora vão alguns dados oficiais comparativos entre 08 anos do PSDB e 03 anos e meio de Lula:
Operações da PF contra corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro,etc.
Governo Lula : 183 Governo PSDB : 20
Prisões efetuadas :
Governo Lula : 2.971 Governo PSDB : 54
Caso não seja satisfatório para ele a comparação entre FHC e LULA, vamos então comparar com o de Alckmin em São Paulo, onde este está deixando um rombo de 1 bilhão e 200 milhões e, não podemos esquecer das CPIs que foram barradas:
“10/10/2006 18:44
Contas de Alckmin não fecham
As contas do governo do Estado de São Paulo não fecham, é a informação que tem este blog. Geraldo Alckmin quebrou o estado. Tudo está parado, é só checar e constatar que obras como o Rodoanel estão com pagamentos suspensos. Isso explica a pressa para vender a Nossa Caixa. Agora, querem dar uma garfada de R$ 500 milhões na Fapesp, (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a título de empréstimo, para tapar os buracos que Alckmin deixou, de acordo com nota publicada hoje no Painel da Folha de S.Paulo (para assinantes). Isso que é choque de gestão, José Serra deveria assumir e denunciar Alckmin por gestão temerária. Principalmente por jogar o fardo da sua incompetência sobre uma instituição amparo à pesquisa.”
E caso venham falar de corrupção, por favor leia abaixo:
“FUNCIONOU?
Dez anos de privatizações não diminuem dívida pública de SP
Ao contrário do discurso padrão do “ajuste fiscal”, a dívida do Estado cresceu R$ 34,8 bilhões desde 1996, quando começaram as privatizações. Ao mesmo tempo, investimento na área social caiu a um terço de 1991 a 2004, mostra estudo.
Rafael Sampaio ? Carta Maior
Suspeitas
Algumas das privatizações foram feitas com licitações suspeitas e sob circunstâncias duvidosas. É o caso do banco Nossa Caixa, por exemplo, dividido em sete subsidiárias, uma para cada serviço oferecido. Uma delas, a Nossa Caixa Seguro e Previdência, foi vendida para a empresa Mapfre Vera Cruz Seguradora por R$ 225,8 milhões em maio de 2005. Um dos acionistas da empresa é Ruy Martins Altenfelder, ex- Secretário de Ciência e Tecnologia do governo tucano na época.”
E, ainda, sobre corrupção:
“PFL: “Houve corrupção no governo Alckmin”
“Partido prepotente”, que “não gosta de dividir o poder”. A crítica, vinda do Partido da Frente Liberal (PFL), contém um elemento inusitado. O alvo dos ataques é o PSDB, tradicional aliado político desde 1994. O deputado estadual José Caldini Crespo (PFL), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, afirma que “tucanos xiitas” relutam em aceitar o PFL como “efetivo parceiro”, segundo a Agência Carta Maior.
Crespo é autor do requerimento para a formação de CPI com a finalidade de auxiliar o Ministério Público na investigação de 973 contratos irregulares firmados pela administração estadual entre 1997 e 2005, durante a gestão Covas e Alckmin. Todos os contratos foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Metrô (Companhia do Metropolitano), Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) e Banco Nossa Caixa (NCNB) foram os setores da administração estadual que mais irregularidades cometeram. Crespo estima que o prejuízo ao tesouro paulista pode chegar a R$ 2 bilhões.
Em entrevista à Carta Maior, Crespo explica a maior crise da história da aliança PSDB-PFL. Leia a íntegra:
…
CM - Como o PSDB conseguiu barrar todos os pedidos de CPIsem São Paulo?
CC - O problema deles é a prepotência de boa-fé. Estão no governo há tanto tempo, que se consideram acima de qualquer suspeita. Isso não é verdade. Eles não são melhores que nenhum partido. Sou autor de uma dessas solicitações de CPI. Ela deve ser instalada, doa a quem doer, porque se ela for leviana, a sociedade e a mídia vão perceber, então a própria CPI será condenada. O regimento prevê que só possam existir cinco CPIs simultaneamente. Nós não temos nenhuma! A prepotência do PSDB nestes últimos anos coincide com a eleição do Rodrigo. No governo Covas os tucanos ainda não eram tão prepotentes. Tínhamos algumas CPIs que levantaram suspeitas sobre atitudes deles. Mas essa prepotência aumentou de tal forma, que eles realmente estão acreditando que são melhores do que os outros. Alguém tem de mostrar para eles. Nós estamos tentando, mas eles estão no poder. O Lembo está terminando um governo eleito há três anos atrás. Não seria ético ele fazer uma mudança radical. Equipes de tucanos estão lá, algumas vezes, trabalhando em favor de Alckmin, e não de Lembo.
CM - Quais as denúncias que justificam a instalação da sua CPI?
CC - Acabei me tornando, em razão da eleição do Rodrigo, o presidente da comissão mais importante da Casa, a Comissão de Finanças e Orçamento. Chegando lá, descobri estantes lotadas de processos do Tribunal de Contas, cuja função é analisar contratos de repartições estaduais. Eram quase mil documentos sobre irregularidades que estavam escondidos. Então, dei parecer em todos eles e os despachei para o Ministério Público, pedindo providências cíveis e criminais cabíveis. Na CDHU, principalmente, estavam as estripulias do senhor Goro Hama. Elas foram tão grandes, que o governador Covas, que o queria tão bem, deu sumiço nele. O Goro Hama não foi punido. Nem sei se ele mora no Brasil ainda. São 973 contratos irregulares levantados pelo TCE. Por que isso nunca veio a público? Porque o caminho eram os contratos irregulares levantados pelo TCE, mas os tucanos sempre mandaram na Assembléia. Não dá pra dizer que foi uma falha. É crime. Há todas as provas, são calhamaços de meio metro de altura, em cada um desses processos.
CM - Há desvio de verbas?
CC - Há superfaturamento e irregularidades na licitação. Algumas vezes, não se fez a licitação como deveria, outras vezes a licitação favorece uma empresa em relação à outra, o que também é crime. Em outros casos você superfatura, há aditivos maiores que 25%. Não sei qual vai ser a atitude do Geraldo Alckmin se a CPI for instalada e chegar nos seus resultados. De duas uma: ou ele assume pra si, ou vai dizer que não sabia de nada, vai colocar a culpa em alguém, o que também é possível. Que o governo dele cometeu crimes, cometeu, tenho certeza disso.
CM - O ex-governo Alckmin foi mal assessorado ou praticou atos de corrupção?
CC - Houve corrupção dentro do governo Alckmin. Pelo menos 973 casos garanto que teve, porque foram os que eu analisei. Agora, se o governador estava envolvido ou não, por enquanto não posso dizer. Por isso estou pedindo uma CPI. “
A revista “veja” é uma vergonha e uma verdadeira aberração contra a inteligência de qualquer leitor desde que não seja alienado e tapado. Cada vez mais tal revista tem mostrado que, realmente, não merece respeito. É triste saber que nossa classe média se acha mais informada só por que é assinante de “veja”. Deve ser por isso que aparece muitas pessoas de bem dizendo bobagens por aí.Lamentável.
Caros e caras, essa discussão sobre o partidarismo da mídia (seja pra que lado for) se conecta fortemente com o futuro da democracia no país. Ainda leio “textos” de VEJA por dever de ofício - sou jornalista e professor universitário.
Para além do protagonismo antidemocrático, que se espraia em outras empresas de comunicação, em âmbito nacional e regional, a “reportagem” de Márcio Aith (objeto desta brilhante análise) já indica os caminhos a seguir, diante das evidências da derrota do ex-governador de São Paulo: buscar, no tapetão, um impedimento da nova vitual posse de Lula da Silva.
E para alcançar esse objetivo, VEJA, o Estadão, Folha, TV Globo et caterva não hesitarão um segundo sequer. Os barões da mídia nunca enxergaram a informação como bem público. Especialmente na radiodifusão, ignoram tratar-se de uma concessão pública - que deveria, portanto, prestar um serviço à sociedade.
De qualquer modo, há entidades e movimentos organizados que podem suscitar e se articular, rapidamente, para transformar esse debate em alguma coisa útil à sociedade. Com a palavra, lideranças do FNDC, da FENAJ, do Movimento contra a Baixaria na tv, Sindicatos de profissionais da comunicação e movimentos sociais - de maneira geral - comprometidos com os interesses da cidadania. Mãos à obra!
Pois é, minha gente. É mesmo um escândalo essa revista Veja ter forçado o Gedimar falar no Freud logo no primeiro momento depois de sua prisão com aquele dinheiro que já está mais do que explicado, né? Essa Veja não tem jeito. Inventou os mensaleiros, inventou o Marcos Valério, inventou essa história do dinheiro, inventou a história dos dólares na cueca, inventou a quebra do sigilo do caseiro…
Olha, pra ser franco, acredito que nada pode surtir mais efeito contra a Veja e a Editora Abril do que o boicote a elas. Se as pessoas deixarem de ler a revista, as coisas vão mudar. O objetivo do grupo não é ideológico, é financeiro, acima de tudo. E assim, se as pessoas mostrarem sua indignação, seu repúdio à postura parcil e cínica, dissimulada do Grupo Abril, e não mais adquirirem os seus produtos, a tendência é de que a situação mude. Na verdade, acho realmente que a revista Veja já foi muito mais lida do que é hoje, mas ainda não é o boicote suficiente. E de todo modo, a Abril é extremamente ridícula em suas publicações, haja vista a falta de sutilidade para demonstrar sua parcialidade política. Ou assume de uma vez por todas de que lado está, ou não fica de fato de lado nenhum. Cabe a nós o boicote.