(blog em instalação) UMAS A MAIS…
A propósito da polêmica sobre o excesso de peso de Ronaldo Fenômeno, e da comparação do jogador com o presidente da República sobre o “também disseram” que Lula bebe “pra caramba”. Também disseram…
Ronaldo não jogou lhufas hoje. Parecia que a bola dava choque no pé dele. Mas esse é outro assunto.
O que queria comentar é uma das notas da coluna de Dora Kramer, do O Estado de São Paulo. Ela diz “chegou a ser cogitada entre a comissão técnica a hipótese do corte de Ronaldo do primeiro jogo do Brasil, como forma de desagravo ao presidente da República”.
Alguém acredita?
Sem estar muito bêbado ou muito louco, parafraseando Chico Buarque, é difícil.
Como espectador permanente de futebol na mídia, acho muito improvável. Ronaldo poderia não ter sido escalado, mas por outros motivos.
Primeiro, porque futebol é uma instituição mais importante do que política no Brasil. Tão importante que, nem durante a ditadura militar, foi feita qualquer concessão. Em 1970, no breu da ditadura, o general Emilio Garratazu Médici sugeriu que Dario Maravilha deveria fazer parte do time. Não lhe deram bola nem justificativa.
A nota diz ainda que quem “deu o contra” foi Cafu, argumentando que “constrangimento por constrangimento”, Zagalo também criou o seu “na fatídica videoconferência que 13, o dia do jogo, era também o número do PT e símbolo da ‘vitória’. Com isso, Cafu salvou o Brasil de um vexame sem precedentes.”
Constrangimento? Não fui isso que eu vi na televisão.
Zagalo “vocês vão ter de me engolir” cedeu e mentiu sobre sua obsessão com o “13″?
O que eu vi foi a amplificação de um ruído pela imprensa, obrigando ambas as partes a desculpas pelo mal-entendido retratado na grande imprensa tucana.
O último dos três dias de leva-e-traz trouxe, no mesmo Estado, reportagem sobre a tentativa de esclarecimento do jogador assinada por quatro repórteres. Um fenômeno: quatro repórteres assinando uma entrevista, na qual se lia, além da metade do texto, que, “mais uma vez”, Ronaldo criticou e se queixou da imprensa por causa do rolo criado.
A nota político-futebolística, sem fonte alguma sendo responsabilizada, apesar de malhar na fraqueza institucional do presidente da República, atribui-lhe um poder e um gesto - o castigo da não-esclaração contra a Croácia - que ele não tem e nem seria insensato de permitir.
Já pensou na tragédia eleitoral, se Ronaldo não jogasse (apesar de não ter feito falta hoje), e o Brasil perdesse na estréia da Copa?
Seria Lula tão estulto a insensato em arriscar-se a esse risco?
Por fim, há que se admitir que o mal-estar foi real. Só que ninguém queria briga nem exigiu retratação. A falta de fonte, nome e endereço de revelação tão grave para a pátria de chuteiras, porém, compromete. Parece mais uma jogada da coluna para reduzir Lula, mas que gera efeito contrário. Que digam os números do Ibope que a Globo acabou de anunciar.
13 de Junho de 2006 @ 23:34
Triste episódio esse em que a oposição tentou, com a ajuda da imprensa, embarcar nessa do Ronaldo. Em primeiro lugar, o Lula disse achar o Ronaldo magro, mas sempre lia na imprensa que ele estava gordo… aí o Parreira diz, em um tom elegante, que o peso dele está normal. Acho que só o Lula e o Parreira acham isso.
Depois vem aquela resposta agressiva e mal educada do jogador, como se estivesse acima do bem e do mal, insinuando que o presidente é alcoólatra, aliás, prato predileto de parte da imprensa marron (Veja/ Estadão/ JB- Cláudio Humberto) e programas humorísticos. Respondeu, a altura de seu futebol atual… grosso! A imprensa deita e rola a partir daí. Tudo editado ao gosto do freguês: Lula é massacrado. Blogs esportivos com Juca Kofuri, Birner, deitam e rolam a versão \”interessante\”. Blogs políticos, como L. Weiss, e jornalistas altamente conceituados com Dines caem nessa versão… agora só resta torcer para o Ronaldo fazer o que todos gostaríamos de ver: gols.
Se depender do jogo de estréia, o paquidérmico jogador ficará devendo… pode até reabilitar-se com as fraquíssimas seleções do Japão e Austrália. Mas, ao enfrentarmos Argentina, R. Tcheca, Alemanha, Itália, Inglaterra, tudo pode ser diferente.
14 de Junho de 2006 @ 03:32
Caro Alceu, espero sinceramente que aqui esteja melhor que no O.I., afinal você e o Luciano Martins Costa estavam escaceando por lá, que esta mudança seja bendita.
14 de Junho de 2006 @ 16:29
Prezado Alceu. Tenho certeza de que neste novo sitio você continuará a fazer as análises isentas e mais aprofundadas. Mudanças para melhor sempre fazem parte de nossa vida. Vá com garra mas sem perder a ternura jamais!!! Parabens
14 de Junho de 2006 @ 20:23
Alceu, continuo sendo o seu leitor assíduo. Desejo-lhe sorte nesta sua nova caminhada..
Conte comigo para a divulgação dos seus artigos, de um profissional que conheço faz muitos anos, que honra a nossa categoria
Um forte abraço
Cido
14 de Junho de 2006 @ 21:51
Obrigado pela força. Desculpe a bagunça do blog. Logo logo, espero, estaremos com a casa em ordem
18 de Abril de 2007 @ 09:41
Caro Alceu. Procuro vc., mas não acho. Ondes está?